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Gol pode mudar termos de proposta de troca dívida em dólar, diz fonte

Fabiola Moura e Filipe Pacheco

(Bloomberg) -- A Gol Linhas Aéreas Inteligentes, empresa que busca reestruturar US$ 780 milhões em títulos de dívida denominados em dólar, está em contato com os detentores de títulos no exterior para potencialmente mudar os termos da oferta proposta para a troca da dívida, disse uma pessoa com conhecimento do assunto.

A segunda maior companhia aérea brasileira disse a credores que pode retificar termos da oferta, disse a pessoa, que pediu para não ser identificada porque as discussões não são públicas.

Na semana passada, Gol prorrogou a data final oferta de troca de dívida para 8 de junho depois que a aceitação ao plano teve adesão de menos de 20% do principal hoje em circulação no mercado - e longe da meta ao redor de 95% esperada pela empresa. A companhia aérea pode decidir não alterar os termos.

Credores dizem que plano protege detentores de dívida locais, deixando maior parte das perdas para credores internacionais. Um grupo de investidores de dívida contratou o banco de investimento Houlihan Lokey nos Estados Unidos para negociar com a companhia aérea, que está devolvendo aviões e cortando capacidade devido à recessão que fez com que a demanda por viagens aéreas caísse ao nível mais baixo em quatro anos.

"Se o tender offer não tiver sucesso, o risco de recuperação judicial aumentaria significativamente", disse o analista Cedric Rimaud, da Gimme Credit, em nota a clientes. Ele mantém classificação 'underperform' para os títulos.

A Gol não quis comentar sobre uma mudança em termos de sua oferta de troca.

Perdas de detentores de títulos

A proposta inicial poderia causar perdas de 30% a 70% a detentores de títulos em dólar e troca de notas por novos títulos com vencimento em uma década. A troca de títulos é um "aspecto crucial" da reestruturação mais ampla da empresa, disse o diretor financeiro, Edmar Lopes, no mês passado.

A Gol também procura estender o vencimento de R$ 1,05 bilhão em títulos locais e está negociando a devolução de 25 aviões para empresas de leasing (aluguel) neste ano. A companhia está cortando voos e assentos totais entre 15% e 18% este ano.

"É realmente uma situação onde ninguém quer piscar primeiro", disse Savanthi Syth, analista da Raymond James Financial em entrevista por telefone. "Os detentores de dívida provavelmente estão pensando que a primeira oferta não é a melhor oferta então talvez haja algum espaço aqui."

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