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Apetite da Ásia por viagens aéreas impulsiona Airbus e Boeing

Andrea Rothman, Julie Johnsson e Christopher Jasper

(Bloomberg) -- O apetite da Ásia por viagens deu impulso à Airbus e à Boeing no primeiro dia do Salão Aeronáutico de Farnborough, na Inglaterra. Empresas aéreas da China e do Vietnã encomendaram novos aviões e as da Índia e da Malásia estão focando nos modelos de corredor único das fabricantes.

A Xiamen Airlines fechou a compra de 30 modelos Boeing 737 Max 200 a US$ 3,39 bilhões pelo preço de tabela e a Donghai Airlines seguiu o exemplo dizendo que comprará 25 jatos Max 8 avaliados em US$ 2,75 bilhões.

A Jetstar Pacific, do Vietnã, assinou um memorando de entendimento para 10 aviões Airbus A320 ceo e a divisão de leasings do Standard Chartered encomendou 10 modelos 737-800 da geração atual avaliados em US$ 960 milhões no total.

A gigante malaia de baixo custo AirAsia, enquanto isso, deverá encomendar 100 jatos Airbus A321neo por um total avaliado em US$ 12,6 bilhões e a Go Airlines India está estudando a aquisição de 70 aviões A320neo, de menor porte, avaliados em cerca de US$ 7,5 bilhões, operação que também poderia ocorrer no salão, segundo pessoas familiarizadas com os planos.

"A Ásia é muito importante para a Airbus e a Boeing", disse Mohshin Aziz, analista do Malayan Banking em Kuala Lumpur. As empresas aéreas "que exibem crescimento forte estão na Ásia. Elas visam ao crescimento a longo prazo com suas encomendas".

Novas rotas e frequências

As empresas aéreas asiáticas estão fazendo essa incursão em Farnborough em um momento em que o crescimento econômico estimula a demanda por novas rotas e frequências extras.

A tendência está levando as operadoras de baixo custo que já acumularam grandes filas de pedidos a adicionarem ainda mais aviões, como a indiana SpiceJet, que também está analisando um pedido de até 100 aviões 737 ou A320, embora não haja certeza que a decisão será tomada nessa semana.

John Leahy, chefe de vendas da Airbus, disse no salão que a expansão da classe média na China, na Índia e em outras economias emergentes como a Indonésia se tornará cada vez mais central no estímulo à demanda por jatos comerciais.

"Está provado que quando a pessoa tem um gasto discricionário maior ela compra passagens aéreas", disse Leahy, acrescentando que até 2035, 75% das pessoas de países atualmente vistos como emergentes tomarão pelo menos um voo por ano. "Há uma enorme demanda por assentos em uma enorme quantidade de aviões".

A Boeing elevou sua projeção de 20 anos em 4,1% em relação ao ano passado, prevendo demanda por 39.620 novos aviões avaliados em US$ 5,9 trilhões em todo o setor, com pouco mais da metade desse valor vindo de aviões das categorias 737 e A320.

A Airbus prevê que haverá necessidade de mais 33.000 aviões e que a frota global em operação mais do que dobrará de 19 mil para quase 40 mil.

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