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Painel OLED impresso em jato de tinta se aproxima da realidade

Pavel Alpeyev

(Bloomberg) -- A JOLED, empresa japonesa por trás da tecnologia de diodo emissor de luz orgânico a jato de tinta, afirmou estar perto de uma inovação industrial que poderá acelerar a adoção mais ampla de telas avançadas.

A empresa está a cerca de um mês de atingir um marco em termos de produção em massa, disse o CEO Nobuhiro Higashiiriki em entrevista coletiva, em Tóquio, nesta quarta-feira. A JOLED fez demonstrações com diversos modelos e informou que iniciou as entregas de amostras de telas de alta definição de 21,6 polegadas (54,8 centímetros) para aplicações médicas.

Os painéis OLED podem ser mais finos, ter maior eficiência energética e produzir cores mais profundas porque os pixels orgânicos podem brilhar por conta própria, ao passo que as telas de cristal líquido exigem luz de fundo. A Samsung Electronics e a LG Electronics fabricam a maior parte das telas disponíveis comercialmente, usando vácuo para depositar materiais em um vidro ou substrato plástico. Os OLEDs deverão superar os LCDs em uso em smartphones, mas aumentar a escala a tamanhos maiores é algo que mostrou ser mais difícil. Se bem-sucedida, a tecnologia da JOLED abrirá novos mercados e facilitará o caminho para a adoção em telas para jogos, TVs e painéis digitais de publicidade.

"Queremos que a impressão a jato de tinta se torne padrão de facto na fabricação de OLED", disse Higashiiriki. "Nosso ponto mais forte é que com a JOLED você tem equipamentos, materiais e processo e desenvolvimento de aparelhos sob um só teto."

A Samsung tem liderado o caminho no que diz respeito à adoção das telas avançadas em smartphones e produz a maioria das telas de pequeno e médio porte do mercado. A Apple planeja entregar pelo menos um novo iPhone com OLED neste ano, no 10o aniversário de lançamento do produto, disseram pessoas com conhecimento do assunto. O uso de telas de OLED pela empresa com sede em Cupertino, na Califórnia, poderia ampliar a demanda em dezenas de milhões de unidades, segundo estimativas do setor. A IHS Markit prevê que essas telas tomarão o lugar das telas de cristal líquido dos smartphones neste ano em um mercado que deverá alcançar US$ 22,7 bilhões em 2017.

Um dos desafios da técnica de evaporação usada pela Samsung e pela LG está no alinhamento do painel de vidro com uma fina malha metálica que serve como estêncil para os pixels. A tecnologia da JOLED deposita os materiais orgânicos diretamente no substrato e não exige uma máscara ou vácuo, o que teoricamente permite que a empresa aumente a escala para telas maiores.

A JOLED foi criada em 2015 quando uma injeção de dinheiro da Innovation Network Corporation of Japan reuniu unidades de Sony, Panasonic e Japan Display. No ano passado, a Japan Display fechou acordo para receber apoio financeiro adicional da INCJ e como resultado a fabricante de telas, que passa por dificuldades, aumentará sua participação na JOLED de 15 por cento para 51 por cento no fim de 2017.

Quando os obstáculos tecnológicos à produção em massa forem solucionados, a JOLED precisará de parceiros financeiros para acelerar a produção, disse Higashiiriki. A empresa também poderá licenciar sua tecnologia a fabricantes terceirizados, disse ele.

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