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CEO do Twitter promete regra mais dura contra discurso de ódio

David Stringer e Nour Al Ali

16/10/2017 13h56

(Bloomberg) -- O Twitter endurecerá as regras sobre discurso de ódio e outras questões em meio ao boicote desencadeado pelo tratamento dado pela plataforma de rede social à postagens da atriz Rose McGowan sobre Harvey Weinstein e a críticas à abordagem da empresa em relação a usuários que atacam mulheres com conteúdo sexual ou violento.

"Decidimos adotar uma postura mais agressiva em relação a nossas regras e à forma de aplicá-las", disse o CEO Jack Dorsey em um tuíte. A plataforma aplicará novas regras nas próximas semanas relacionadas a abordagens sexuais indesejadas, nudez não consensual, símbolos de ódio, grupos violentos e postagens que glorificam a violência, disse Dorsey.

Celebridades como Chrissy Teigen e Mark Ruffalo estão entre os que se uniram a um boicote à plataforma na sexta-feira depois que o Twitter suspendeu a conta de McGowan por um breve período, nesta semana. McGowan havia publicado uma série de mensagens relacionadas a alegações de que Weinstein agrediu várias mulheres sexualmente e afirma que foi uma das vítimas. O Twitter afirmou que a conta dela havia sido bloqueada temporariamente porque um de seus tuítes incluía um número de telefone privado, o que viola seus termos de serviço.

Os críticos compararam a ação rápida do Twitter de suspender McGowan com a abordagem mais lenta, segundo eles, de combate a usuários que enviam mensagens sexuais e violentas aos demais. A plataforma também foi advertida de que silenciar uma vítima de agressão sexual pode desencorajar outras a relatarem suas experiências.

Houve progresso nos esforços de evitar "o silenciamento de vozes no Twitter", principal prioridade da empresa neste ano, disse Dorsey. Contudo, o protesto de sexta-feira mostrou que os usuários acreditam que a empresa ainda não está se esforçando o bastante, disse ele.

Em resposta às consultas a respeito do momento de aplicação da nova política, Dorsey disse: "O dia não importa. Nós falamos quando tínhamos algo a dizer." A decisão foi divulgada na sexta-feira à noite "porque passamos o dia todo trabalhando nela e queríamos anunciá-la logo que soubéssemos que estávamos prontos", disse ele no Twitter. Dorsey também disse que a empresa está reconsiderando suas políticas de verificação. "Esta não é uma prioridade tão alta quanto a fiscalização, mas é das mais altas", disse ele.

Mais escrutínio

A abordagem do Twitter sobre a fiscalização do conteúdo está sob um escrutínio mais intenso nos últimos meses. Os usuários têm debatido a decisão da empresa de não suspender o presidente dos EUA, Donald Trump, após tuítes que, argumentam, violaram os termos de serviço da plataforma.

A plataforma também está sendo questionada pelo papel desempenhado em relação aos esforços da Rússia para se intrometer na eleição dos EUA. O Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes está convocando representantes do Twitter, do Facebook e do Google, pertencente à Alphabet, para prestarem depoimento publicamente como parte da investigação sobre a Rússia, em 1º de novembro, mesma data programada para uma audiência do comitê de inteligência do Senado sobre o assunto. O principal nome do Partido Democrata no painel do Senado, Mark Warner, da Virgínia, afirmou neste mês que as empresas de redes sociais inicialmente não deram importância suficiente à ameaça de interferência russa.

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