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Produtor francês inova e vende ostras com aroma de framboesa

Angeline Benoit

(Bloomberg) -- Joffrey Dubault acha que vai ser capaz de conquistar o mundo com uma ostra -- com aroma a framboesa ou gengibre.

O produtor de ostras francês, de 29 anos, começou a vender ostras aromatizadas há dois meses para atrair jovens que não gostam tanto dessa iguaria quanto os pais ou os avós. Os conhecedores locais rejeitam a ideia, mas Dubault está vendendo muito para lugares distantes, como Hong Kong.

"Achei que se não tivessem que botar limão, o pessoal mais jovem poderia saborear as ostras com o aperitivo antes do jantar", disse Dubault em entrevista por telefone entre um pedido e outro. "E os restaurantes da China, Dubai, Espanha, Bélgica e Itália adoraram a ideia."

Perto do pico da temporada de Natal na Europa, sua fazenda em Marennes, na costa atlântica da França, vende 1 a 2 toneladas de ostras por dia, com aroma a limão, cebolinha-branca, vinho doce, gengibre e framboesa. Dubault assinou um contrato com um fornecedor de supermercado francês, mas cerca de 60 por cento de suas ostras são para exportação.

"Na França, as ostras aromatizadas ainda são um produto novo, mas na Ásia há muita demanda, então os restaurantes exclusivos e os atacadistas podem vendê-las muito mais caro", disse Dubault. Uma dúzia de ostras aromatizadas custa até 15 euros (US$ 18). Elas já representam mais de um quarto das vendas de ostras de Dubault, que projeta dobrar as vendas no ano que vem.

Demanda

Embora Dubault tenha tido a ideia de produzir ostras aromatizadas há algum tempo, achar o método adequado demorou um pouco: ele mergulha as ostras em água do mar aromatizada de duas a 12 horas, dependendo do aroma escolhido.

Como sua fazenda de ostras é muito pequena -- 2 hectares, contra uma média nacional de 5 hectares -- Dubault tem que comprar ostras de fazendas vizinhas para cobrir a demanda. Os contatos que ele fez na Feira de Frutos do Mar de Bruxelas em abril renderam uma avalanche de pedidos desde que começou a produção em outubro.

Algumas pessoas acham as ostras aromatizadas são um sacrilégio. Para Eric Mayer, 58, dono de um bar de ostras chamado Pleine Mer no 10° arrondissement de Paris, a ideia é simplesmente horripilante.

Apesar do sucesso no exterior, algum dia o jovem produtor vai ter que conquistar clientes na França, o maior consumidor de ostras frescas. Para isso ele terá que convencer pessoas como Mayer, que oferece bandejas com diversos tipos de ostras em uma degustação que permite apreciar separadamente cada variedade.

"No meu bar não tem vinagre e eu acho que não tem nem que botar limão nas ostras", disse Mayer.

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