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Otimismo do Goldman com commodities cresce com queda das ações

Jasmine Ng e Tom Mackenzie

(Bloomberg) -- O Goldman Sachs Group mantém sua projeção otimista para as commodities e afirma que a recente queda forte nos mercados globais só reforça sua visão de que as matérias-primas deverão ter um bom desempenho nos próximos meses.

"As commodities provaram funcionar tal como foi anunciado" durante os declínios encabeçados pelas ações, disse Jeffrey Currie, chefe de pesquisa sobre commodities do banco, em entrevista à Bloomberg Television de Hong Kong na quarta-feira. "Na verdade, os metais básicos e o ouro subiram nas negociações quando o mercado de ações caiu."

Os mercados globais foram sacudidos na última semana depois que uma queda de dois dias nas ações dos EUA se espalhou para commodities e outros ativos, antes que Wall Street se recuperasse na sessão de terça-feira. Antes da queda, o Goldman usou sua influência para apoiar as matérias-primas em uma nota de 1 de fevereiro, afirmando que está mais otimista em relação às commodities do que em qualquer outro momento desde o final do superciclo em 2008. Como economias de todo o mundo estão se recuperando, as fábricas estão em plena atividade, consumindo estoques e gerando demanda por matérias-primas, de acordo com o banco.

"A análise das commodities mostra que elas costumam ter um desempenho muito bom durante os ciclos de aumento de juros", disse Currie a Tom Mackenzie na entrevista. "O caso do petróleo é o que chamamos de backwardation, porque os preços à vista estão acima dos preços a prazo, então você compra com desconto e inverte a curva. Em outras palavras, a posição comprada vale a pena."

O Bloomberg Commodity Index subiu no final de janeiro ao nível mais alto desde outubro de 2015, auxiliado por ganhos nos metais e no petróleo. Embora o índice tenha caído nos três dias anteriores à terça-feira, as perdas foram menores do que as observadas entre os índices acionários. Durante a queda forte, outros analistas também reafirmaram suas perspectivas positivas, e o Citigroup prefere os metais aos títulos.

Resolução do Fed

O Federal Reserve, banco central dos EUA, elevou os juros cinco vezes desde 2015, e Goldman projeta que mais aumentos virão por aí. Os responsáveis pela política econômica sinalizaram em sua reunião de janeiro que esperavam que a economia dos EUA garanta "mais" aumentos graduais, e o economista-chefe do Goldman, Jan Hatzius, disse nesta semana que o Fed deve aumentar os custos de empréstimos quatro vezes neste ano e mais quatro vezes em 2019.

"Durante o ciclo de elevação dos juros, os metais industriais aumentaram em média 50 por cento ao ano: nós registramos 30 por cento no ano passado", disse Currie. "Então, mais uma vez, achamos que as commodities foram destinadas a ter um desempenho realmente bom neste tipo de ambiente. E é exatamente isso que estamos vendo até agora."

--Com a colaboração de Adrian Wong e Andy Clarke

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