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Negócio de saúde de Buffett nos EUA irá além dos intermediários

Zachary Tracer e Katherine Chiglinsky

26/02/2018 14h24

(Bloomberg) -- O bilionário Warren Buffett avisa que sua empreitada no ramo de saúde dos EUA vai muito além de expulsar os intermediários do mercado para obter melhores preços.

"Acho que seria muito fácil entrar e tirar 3 ou 4 por cento só com a negociação de poder", afirmou Buffett, nesta segunda-feira, em entrevista ao canal CNBC. "Estamos buscando algo muito maior do que isso."

A Berkshire Hathaway, de Buffett, junto com a Amazon.com e o JPMorgan Chase anunciaram no fim de janeiro que planejam montar um empreendimento para melhorar o serviço de saúde oferecido a seus funcionários. O trio não deu detalhes na ocasião, mas o anúncio alimentou especulações e inquietude entre investidores, derrubando as ações de empresas de saúde nos EUA, incluindo seguradoras e gestoras de benefícios de medicamento.

Os gastos com saúde estão consumindo uma parcela cada vez maior da economia americana e o objetivo do empreendimento, segundo Buffett, é "pelo menos" paralisar esse movimento. Ele espera "encontrar uma maneira na qual atendimento ainda melhor possa talvez ser prestado por custo menor."

Buffett informou que a intenção é contratar um presidente para o negócio dentro de um ano. O formato e os planos do empreendimento ainda não estão claros e serão elaborados pelo executivo escolhido. O bilionário alertou que será necessário muito tempo e esforço para o negócio dar resultado.

"Tenho esperança, mas que ninguém espere milagres nossos tão cedo", disse ele. "Isso não é fácil. Se fosse fácil, já teriam feito."

A CNBC também perguntou a Buffett sobre o investimento da Berkshire na fabricante de medicamentos genéricos Teva Pharmaceutical Industries. Ele respondeu que a aposta foi feita por um funcionário dele que escolhe ações e que não sabe o motivo da decisão. "Eu não comprei a ação da Teva e é uma das duas ações sobre as quais eu nunca conversei com ele", revelou Buffett.