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Queda do bitcoin se aproxima de suas piores sequências negativas

Eric Lam, Matt Turner e Todd White

26/11/2018 13h47

(Bloomberg) -- O bitcoin aprofundou sua queda nesta segunda-feira após romper a barreira dos US$ 4.000 no fim de semana, colocando o colapso de 2018 a uma distância impressionante dos piores bear markets da criptomoeda.

A moeda virtual, concebida há pouco mais de uma década, caiu 7,8 por cento em relação ao valor de sexta-feira, para US$ 3.931, segundo os preços registrados pela Bitstamp às 6:51, horário de Nova York. Os nove principais pares do bitcoin monitorados em tempo real pela Bloomberg caíram e o recuo chegou a 14 por cento no caso da criptomoeda monero.

O colapso de 2018, que envolve moedas rivais como ether e XRP, está chegando ao mesmo patamar da queda de 93 por cento do bitcoin em 2011 em relação à alta recorde anterior, e ao recuo de 84 por cento ocorrido de 2013 a 2015, durante o colapso da bolsa de criptomoedas Mt. Gox., com sede em Tóquio. Em dólares, o estrago tem sido ainda maior desta vez: as moedas virtuais monitoradas pelo website CoinMarketCap.com perderam mais de US$ 700 bilhões em valor desde o pico do mercado, em janeiro.

Os otimistas apostam que a demanda dos investidores institucionais desencadeará um rali, mas a maioria dos grandes gestores de recursos tem ficado à margem em meio ao temor em relação à segurança das bolsas, à manipulação do mercado e ao risco regulatório.

A forte queda está "realmente testando a fé de alguns atores importantes", disse Ryan Rabaglia, chefe de trading em Hong Kong da OSL, uma firma que negocia criptomoedas, em entrevista por telefone. "Acho que para o próximo impulso precisaremos que chegue finalmente esse dinheiro institucional. Para dar apoio e ajudar no crescimento."

--Com a colaboração de Kenneth Sexton.

Repórteres da matéria original: Eric Lam em Hong Kong, elam87@bloomberg.net;Matt Turner em Princeton, mturner107@bloomberg.net;Todd White em Madri, twhite2@bloomberg.net