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Juul planeja demissões em meio a escrutínio sobre vaping

Ellen Huet e Candy Cheng

25/09/2019 06h50

(Bloomberg) -- A Juul Labs planeja reestruturar a força de trabalho com a redução de contratações e cortes de alguns empregos, segundo uma pessoa com conhecimento do assunto.

A fabricante de cigarros eletrônicos enfrenta crescente escrutínio de autoridades estaduais e federais, após relatos de uma doença misteriosa relacionada ao vaping e uma proposta do governo Trump de vetar cigarros eletrônicos aromatizados. A startup, com sede em São Francisco, vinha de um ritmo acelerado de contratações como parte dos planos de expansão global. Atualmente, a empresa emprega cerca de 3.900 pessoas, mais que o dobro do número de funcionários em dezembro.

A notícia sobre a reestruturação do quadro de funcionários foi divulgada anteriormente pelo Wall Street JournalEm um esforço para evitar demissões, a Juul instruiu gerentes de algumas divisões a identificar postos estratégicos de modo que os funcionários fossem transferidos para novas vagas ou posições existentes. Na semana passada, a empresa já havia implementado um congelamento das contratações por 15 dias.A Juul é avaliada em US$ 38 bilhões por investidores, incluindo o Altria Group, que investiu US$ 12,8 bilhões em dezembro passado para adquirir uma participação de 35%. Como parte do acordo, os funcionários receberam um bônus de US$ 2 bilhões que foi dividido entre as 1.500 pessoas que estavam na folha de pagamento na época. O valor equivale a US$ 1,3 milhão por funcionário e deve ser pago em parcelas com base no tempo que a pessoa tem na empresa.

Repórteres da matéria original: Ellen Huet San Francisco, ehuet4@bloomberg.net;Candy Cheng San Francisco, ccheng86@bloomberg.net