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Pedidos de carne pela China são interrompidos por vírus

Frigoríficos brasileiros esperam obter maior clareza sobre o impacto do coronavírus na semana que começa em 17 de fevereiro - Kim Kyung Hoon/Reuters
Frigoríficos brasileiros esperam obter maior clareza sobre o impacto do coronavírus na semana que começa em 17 de fevereiro Imagem: Kim Kyung Hoon/Reuters

Tatiana Freitas

06/02/2020 20h21

(Bloomberg) -- (Acrescenta comentários da Abiec no último parágrafo)

As negociações para novos pedidos de carne brasileira por compradores chineses estão suspensas desde o fim do Ano Novo Lunar, obscurecendo as perspectivas de demanda do principal comprador de alimentos do mundo, à medida que o coronavírus se espalhou.

Importadores chineses renegociam contratos de carne bovina com exportadores sul-americanos. Mas essas negociações foram interrompidas em 25 de janeiro e não foram retomadas, segundo pessoas com conhecimento do assunto, que pediram para não serem identificadas porque as conversas são privadas. Os embarques de carne bovina brasileira comprada anteriormente não foram afetados, disseram eles.

É uma história semelhante para as carnes de frango e suína, de acordo com Ricardo Santin, diretor da ABPA. Novos pedidos e negociações tiveram seu ritmo reduzido significativamente durante o feriado estendido. Os embarques ocorrem normalmente, embora alguns atrasos sejam esperados devido a medidas para limitar a propagação da doença, disse ele.

Os frigoríficos brasileiros esperam obter maior clareza sobre o impacto do coronavírus na semana que começa em 17 de fevereiro, quando todas as províncias devem voltar do feriado prolongado. A visão de longo prazo permanece construtiva, já que a China ainda precisa preencher a lacuna proteica deixada pela peste suína africana.

"Atrasos são normais, considerando a gravidade da situação", disse Santin. "As vendas para a China podem demorar pelos efeitos do coronavírus no curto prazo, mas eles podem comprar até mais depois".

As negociações entre empresas chinesas e brasileiras estão mais lentas do que o habitual em meio ao feriado prolongado, enquanto algumas consultas iniciais sobre novos negócios começaram nesta semana, disse o presidente da Abiec, Antonio Camardelli, acrescentando que nenhuma suspensão ou cancelamento de compras ocorreu.

(Adiciona gráfico)

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