Obama pedirá no orçamento para dobrar fundos para energias limpas até 2020

Washington, 6 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pedirá em sua proposta de orçamento para 2017 dobrar os fundos destinados à pesquisa e ao desenvolvimento de energias limpas em um prazo de cinco anos.

"Como disse em meu discurso sobre o Estado da União, em vez de subvencionar o passado, deveríamos investir no futuro", disse Obama em sua tradicional mensagem de sábado, transmitida por rádio e internet.

Por isso, "o orçamento que enviarei ao Congresso na próxima terça- feira dobrará os recursoos para pesquisa e desenvolvimento de energia limpa até 2020", antecipou Obama, lembrando que isso implica em "novos investimentos para ajudar o setor privado a criar empregos mais rápido".

De acordo com o governo americano, o objetivo de Obama é passar dos US$ 6,4 bilhões para energias limpas do atual orçamento para US$ 12,8 bilhões no ano fiscal de 2021.

A proposta de Obama faz parte, além disso, da chamada "Missão Inovação", apresentada na Cúpula do Clima (COP21), realizada em dezembro passado em Paris, em que 20 países, entre eles os EUA, se comprometeram a dobrar suas pesquisas em energia limpa e investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em cinco anos.

Essa missão se complementa com outra iniciativa ainda maior, "Breakthrough Energy Coalition", que reúne 28 grandes investidores de dez países que se comprometeram a fornecer o capital inicial para o desenvolvimento de tecnologias de ponta nos grandes laboratórios do mundo, assim como a facilitar depois seu desenvolvimento em grande escala.

Entre esses investidores está o fundador da Microsoft, Bill Gates; o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg; e o fundador do site chinês de vendas online Alibaba, Jack Ma.

Obama apresentará na próxima terça-feira e enviará ao Congresso sua proposta orçamentária para o ano fiscal 2017, que começa em 1º de outubro de 2016.

Durante esta semana a Casa Branca antecipou algumas das verbas que o plano do presidente inclui, entre elas uma de US$ 755 milhões para a pesquisa sobre o câncer e outra de US$ 1,1 bilhão para melhorar o combate à dependência de heroína e de analgésicos opiáceos.

Além disso, a alocação para o Departamento de Defesa chegará a quase US$ 583 bilhões, com significativos aumentos de recursos para a luta contra o Estado Islâmico (EI) e para sustentar a estratégia dos EUA na Europa frente à Rússia.

Também se destacou a solicitação de mais de US$ 450 milhões para a Colômbia dentro do chamado plano "Paz Colômbia", uma nova fase na assistência ao país, que está condicionada à assinatura do acordo de paz entre o governo colombiano e as Farc.

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