China dobrou seu financiamento à América Latina em 2015 até US$ 29 bilhões

Washington, 11 fev (EFE).- O investimento da China na América Latina cresceu de maneira significativa em 2015, apesar do arrefecimento econômico global, com um total de US$ 29 bilhões, concentrados de novo em Brasil, Venezuela e Equador, apontou nesta quinta-feira o relatório anual divulgado pelo centro de estudos Diálogo Interamericano.

Trata-se do maior volume desde 2010, e um aumento significativo frente aos US$ 19 bilhões de 2014.

De fato, voltou a superar os empréstimos conjuntos fornecidos pelo Banco Mundial (BM), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), afirmou Kevin Gallagher, professor da Universidade de Boston e coordenador do relatório na entrevista coletiva de apresentação.

Gallagher ressaltou que os dados mostram a China "reforçando seus investimentos na América Latina em um momento no qual outras instituições os estão reduzindo", como o BM, que diminuiu seus empréstimos à região em 8%, até US$ 8 bilhões no ano passado, e o BID, que rebaixou seu repasse em 14%, até US$ 11,5 bilhões.

Um das mudanças neste ano, segundo o relatório, é que a maioria dos empréstimos "passou das indústrias extrativas a projetos de infraestrutura na região".

No ano passado o Brasil recebeu US$ 10,650 bilhões, seguido pela Venezuela com US$ 10 bilhões, e pelo Equador com US$ 7 bilhões.

Em seguida, a Bolívia recebeu financiamento no valor de US$ 850 milhões, a Costa Rica obteve US$ 400 milhões e Barbados, US$ 170 milhões.

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