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Rebeca Grynspan diz América Latina tem saldo "positivo", apesar do momento

Medellín (Colômbia), 18 jun (EFE).- A secretária-geral Ibero-Americana, Rebeca Grynspan, disse em entrevista à Agência Efe que a maioria dos países da América Latina está com saldo "positivo", apesar do momento difícil que a região vive por conta da "desaceleração" econômica mundial.

Após sua participação no Fórum Econômico Mundial (WEF) para América Latina, que terminou ontem na cidade colombiana de Medellín, Rebeca indicou que acredita que o setor empresarial está "menos pessimista" sobre o momento dos países latino-americanos.

"A América Latina está passando por um momento difícil pela desaceleração do crescimento mundial, mas a maioria dos países latino-americanos está no positivo", disse a titular da Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib).

Em sua opinião, o crescimento negativo que a região tem se deve ao "grande peso que o Brasil e a Venezuela têm na média regional", mas a maioria dos países está registrando um crescimento entre 2% e 3%.

Ela considerou que no momento em que "a incerteza política diminuir, a economia do Brasil vai subir". No entanto, o caso da Venezuela é "mais difícil" porque deve "regular" sua situação macroeconômica e o desabastecimento, que causa "muito sofrimento à população".

Sobre a reunião do WEF ela destacou que possui "grande valor" ao facilitar um diálogo com os principais atores, que levaram à Colômbia "novas ideias" e concluíram que se deve passar a uma "segunda geração" de políticas públicas.

Quanto aos preparativos para a 25ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, que será realizada nos 28 e 29 de outubro em Cartagena, na Colômbia, ela disse que foi possível avançar graças às "bem-sucedidas" reuniões ministeriais que sustentou com a presença do presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

"Restam repassar alguns aspectos. Juventude, empreendimento e educação serão os temas que vão dominar a agenda", indicou a secretária, que reafirmou que a cúpula será "austera, mas essencial" e será realizada no marco do processo de paz que o governo colombiano desenvolve com as Farc.

Rebeca acrescentou que "o que está acontecendo na Colômbia tem um valor incalculável para a América Latina e para região ibero-americana", pois se o acordo for assinado se transformará na "única" macrorregião do mundo em paz e sem nenhum conflito armado. EFE

jps/cdr

(foto)

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