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Maior bloco de cooperação econômica do mundo abre cúpula neste fim de semana

David Blanco Bonilla.

Lima, 15 nov (EFE).- O Fórum de Cooperação Ásia Pacífico (Apec) realizará neste fim de semana sua maior reunião anual em Lima, que contará com a presença dos líderes das 21 economias que o compõem e que reúnem 54% do PIB global, 50,3% das exportações e um mercado de 2,85 bilhões de habitantes.

Entre os integrantes do bloco estão as economias que registraram os maiores índices de crescimento global em 2015. Este fórum foi fundado em 1989 em Canberra, na Austrália, como um grupo de diálogo em nível de ministros de Comércio Exterior com 12 membros, e se elevou ao reunir os líderes das economias que o integram pela primeira vez em 1993, convocados pelo presidente americano Bill Clinton para assistir à I Cúpula em Blake Island, em Washington.

A intenção inicial do Apec era realizar uma reunião anual para manter o impulso da abertura dos mercados e a cooperação econômica, que são considerados vitais para o crescimento e a prosperidade da região Ásia-Pacífico pelo organismo.

De acordo com seus princípios, o Apec é uma associação regional de caráter governamental na qual os membros chegam a acordos por consenso, embora estes não sejam vinculativos, e que divide a atividade em três áreas de atuação: Cooperação Técnica e Econômica, Facilitação e Liberalização do Comércio, e Facilitação de Negócios.

Com sede oficial em Cingapura, o Apec é formado por 21 economias: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China e Hong Kong, Indonésia, Japão, Coreia, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Filipinas, Rússia, Cingapura, Taipé, Tailândia, Estados Unidos e Vietnã.

O fórum busca garantir que os bens, serviços, investimento e as pessoas possam se transferir facilmente entre as economias que o integram e facilitar o comércio mediante procedimentos alfandegários mais rápidos nas fronteiras, climas de negócios mais favoráveis e regulações e padrões alinhados em nível de bloco.

O organismo destaca que estes acordos permitiram um crescimento regional que duplicou o PIB real de US$ 16 trilhões em 1989 para US$ 31 trilhões em 2013, e que a renda per capita aumentou em 45%.

A decisão de reduzir as barreiras do comércio e as diferenças nas regulações também permitiu que as tarifas médias caíssem de 17% em 1989 para 5,2% em 2012, período durante o qual o comércio total da região aumentou mais de sete vezes.

Para a XXIV Cúpula de Lima, o Peru escolheu o tema "Crescimento de qualidade e desenvolvimento humano", que propõe "uma estratégia voltada a facilitar o crescimento equitativo e de qualidade na região", segundo afirmou a organização.

O Peru procura com esta proposta "a melhora das estratégias de crescimento que colocam o progresso social e individual como um ponto central neste esforço."

O presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, destacou que "o tema do comércio internacional será absolutamente central" na reunião, onde se analisará a situação econômica de países como China e Estados Unidos.

O governante disse que, por esse motivo, convidou a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, para que exponha o panorama econômico internacional aos líderes participantes.

O Peru determinou como áreas prioritárias da reunião a análise do investimento no desenvolvimento do capital humano, a modernização das pequenas e médias empresas, o fomento do sistema regional de alimentos e os avanços na integração econômica regional, e a agenda de crescimento.

Por ser um fórum econômico e comercial, a reunião em Lima também permitirá a realização da Cúpula de CEOs, que é considerada o "maior evento empresarial do mundo", ao reunir mais de 1,2 mil empresários e investidores, entre eles o fundador da rede social Facebook, Mark Zuckerberg.

Os participantes desta reunião analisarão o crescimento econômico mundial, a inclusão e o empoderamento das mulheres, a economia da inovação, o desenvolvimento sustentável, a revolução da conectividade e o comércio global.

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