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Acúmulo de contas impulsiona bancos a retomar campanhas de crédito pessoal

23/02/2018 15h57

São Paulo, 23 fev (EFE).- O primeiro trimestre do ano, quando a renda das pessoas está mais comprometida, com capacidade de pagamento dos vencimentos abalada, costuma ser também a época da retomada das campanhas publicitárias dos bancos com o tema "crédito pessoal".

Alguns bancos aproveitam a oportunidade para oferecer produtos específicos de orientação financeira, como as linhas de empréstimo pessoal, consignado ou até com carências de pagamento. Mas outros incentivam a busca pelo novo crédito de forma correta e não abusiva.

Esse é o caso do Santander, que em suas peças publicitárias defende a tomada de crédito consciente e somente quando necessária. O banco tenta explicar ao cliente o que é o crédito e quais são as melhores situações nas quais pode ser utilizado.

"Há quatro anos começamos uma ação proativa com nossos clientes de nos anteciparmos quando há sinais de que ele pode não honrar com seus pagamentos. Mais do que 'vender' uma solução, queremos, juntos, encontrar a melhor solução para aquele momento específico. Até porque, se ele não tomar um crédito corretamente, não será bom nem para ele nem para o banco", explicou Eduardo Jurcevic, superintendente executivo de produtos de crédito para Pessoa Física do Santander.

Outra ação que o banco faz é trabalhar com transparência em relação às taxas e oferecer linhas de parcelamento, que têm juros mais baixos do que os de rotativos, como o cheque especial e cartão de crédito.

De acordo com o executivo, há quatro anos, o cheque especial representava 10% do estoque de crédito do banco à pessoa física e no final do ano passado, 3%.

Além do período de maior comprometimento de renda dos clientes, a retomada do crédito pessoal nas campanhas publicitárias das instituições financeiras também se baseia na melhora do cenário macroeconômico.

Nos resultados de 2017 dos bancos, há sinais deste movimento: a carteira de crédito à pessoa física do Itaú cresceu 1% no ano passado na comparação com 2016; a do Bradesco subiu 2% no mesmo período; enquanto a do Santander avançou 18,3%.

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