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Exportações e gastos públicos impulsionam crescimento econômico dos EUA

29/08/2018 15h17

Washington, 29 ago (EFE).- A economia dos Estados Unidos registrou crescimento de 4,2% no segundo trimestre do ano, em estimativa anual, um décimo a mais que o calculado anteriormente, graças aos maiores gastos do governo federal e ao aumento das exportações.

Este é o maior ritmo de crescimento alcançado pela economia americana desde 2014, informou nesta quarta-feira o Departamento de Comércio ao publicar o segundo de seus três cálculos sobre a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) entre abril e junho.

O número também superou as expectativas dos analistas, que tinham previsto que a taxa de crescimento se manteria nos 4,1% calculados anteriormente.

O gasto dos consumidores, que representa dois terços da atividade econômica, aumentou 3,8% ao invés dos 4% estimados previamente, mas essa queda acabou sendo compensada pelas despesas do governo federal, cujo crescimento foi revisado de 2,1% para 2,3% e o aumento das exportações, que foi de 9,1%.

"O quadro geral do crescimento econômico permanece o mesmo. A atualização refletiu principalmente as revisões em alta de investimento fixo não residencial e estoques privados, que foram parcialmente compensadas por uma revisão em baixa das despesas de consumo pessoal", disse o Departamento de Comércio, que também apontou uma queda maior das importações.

"Nosso país está tendo um desempenho fenomenal", escreveu hoje o presidente Donald Trump no Twitter ao se referir à revisão em um décimo do cálculo de crescimento econômico entre abril e junho, e acrescentou que o índice de confiança dos consumidores, que também foi divulgado hoje, "é o mais alto em 18 anos".

Tal índice, elaborado pela organização independente Conference Board, subiu em agosto para 133,4 pontos, frente aos 127,4 do mês anterior e apesar das previsões de queda dos economistas.

Segundo o governo americano, no segundo trimestre os lucros corporativos também aumentaram, em US$ 72,4 bilhões, em comparação com os US$ 26,7 bilhões do primeiro trimestre.

Além disso, os lucros dos bancos nacionais aumentaram em US$ 16,8 bilhões no segundo trimestre, em contraste com a redução de US$ 9,3 bilhões entre janeiro e março, de acordo com os números oficiais.

Os lucros das corporações não financeiras americanas também aumentaram em US$ 63,6 bilhões, em comparação com os US$ 32,3 bilhões de aumento do trimestre anterior.

Assim, confirma-se a aceleração na maior economia mundial no segundo trimestre do ano, depois de registrar uma taxa anual de crescimento no primeiro trimestre de 2,2%.

Este segundo cálculo do segundo trimestre se aproxima também da promessa de Trump de levar o crescimento a um índice anual de 3%, impulsionado por um enorme plano de estímulo fiscal aprovado em dezembro, que inclui importantes cortes de impostos para as empresas e, em menor medida, para os trabalhadores.

No entanto, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, garantiu na semana passada que não vislumbra "um elevado risco de superaquecimento" na economia americana, e previu que nos próximos meses se manterá o "forte" ritmo de crescimento.

Em sua intervenção no principal fórum de governadores de bancos centrais, em Jackson Hole (Wyoming), Powell mencionou o recente aumento da inflação de "cerca de 2%", mas disse que ninguém no Fed percebeu indícios de que haverá uma aceleração para além desse nível, por isso ele acredita que "não parece haver um elevado risco de superaquecimento".

Além disso, Powell confirmou que o Fed manterá a política de aumentos gradativos das taxas de juros nos Estados Unidos, por seguir considerando-a "apropriada" nas atuais condições.

Por isso, o presidente do Fed insistiu que o ritmo atual de aumento progressivo das taxas de juros é o "apropriado".

O banco central americano elevou a taxa de juros em duas ocasiões neste ano, até a categoria atual dentre 1,75% e 2%, e os mercados preveem pelo menos um ou dois aumentos mais antes do fim do ano.

A próxima reunião sobre política monetária está prevista para os dias 25 e 26 de setembro.