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Trump adverte Fed a não cometer "novo erro" com aumento da taxa de juros

18/12/2018 11h59

Washington, 18 dez (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou nesta terça-feira a pressão sobre o Federal Reserve (Fed, banco central americano) ao advertir para que não comenta "um novo erro" com o previsto aumento das taxas de juros após a reunião sobre a política monetária que começa hoje.

"Espero que as pessoas no Fed leiam hoje o editorial do 'Wall Street Journal' antes de cometer um novo erro. Além disso, não deixem que o mercado se torne menos líquido do que já é", escreveu Trump em sua conta do Twitter.

"Sintam no mercado, não se guiem só por números sem sentido. Boa sorte!", acrescentou, exatamente no mesmo dia em que o banco central americano inicia sua última reunião sobre política monetária do ano.

O presidente americano referiu em seu tweet a um artigo do jornal financeiro intitulado "Momento para uma pausa no Fed", no qual sugere "uma prudente pausa na alta de juros".

Atualmente, as taxas de juros se encontram nos EUA na categoria de entre 2% e 2,25%, e a previsão é que aumente um quarto de ponto ao término desta reunião do banco central, no que seria a terceira alta em 2018.

Trump tem se queixado de maneira reiterada de que o gradual ajuste monetário defendido pelo organismo presidido por Jerome Powell representa uma ameaça para a aceleração da economia americana.

As críticas do presidente americano ao banco central quebram o tradicional respeito da Casa Branca pela independência da política monetária e surpreenderam mercados e analistas.

Por sua parte, Powell, que foi nomeado por Trump, evitou responder ao presidente e reforçou que o bom momento econômico que o país vive com uma taxa de desemprego de 3,7%, em níveis mínimos em quase meio século, e uma inflação perto da meta anual de 2% aconselham a progressiva alta de juros.

Nos últimos meses, no entanto, Wall Street deu mostras de fraqueza, e o Dow Jones Industrial, seu principal indicador, caiu 12% desde outubro.

O Fed emitirá seu comunicado de política monetária amanhã às 14h (horário local, 17h de Brasília) e, pouco depois, Powell comentará a decisão em coletiva de imprensa.

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