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Reforma da Previdência

Governo não prevê novas rodadas de negociação na Previdência, diz secretário

Altamiro Silva Junior e Francisco Carlos de Assis

São Paulo

  • Alan Marques - 6.dez.2016/Folhapress

O secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, afirmou nesta segunda-feira (29) que o governo não está trabalhando com a hipótese de ter novas rodadas de negociação na reforma da Previdência nem com um plano B. "A hipótese nossa é a aprovação do projeto como passou na comissão especial", disse durante evento Fórum Exame de Previdência.

"Não trabalho com plano B", disse o secretário ao ser perguntado se o governo tem um plano alternativo no caso de a reforma não ser aprovada no Congresso. "O plano que tem, que é o plano A, é a aprovação da reforma como foi aprovada na comissão especial."

Para a votação na Câmara, Caetano citou que o governo trabalha com o prazo colocado mencionado pelo presidente da casa, o deputado Rodrigo Maia, de votar o texto na primeira quinzena de junho, seguindo para o Senado. "O Congresso é soberano, mas acho razoável se (a aprovação) ocorrer antes do recesso ou pouco após o retorno do recesso seria muito razoável."

Caetano reafirmou que a economia fiscal da reforma previdência se reduziu em 25%, mas o texto que passou na comissão especial manteve pontos essenciais, como a idade mínima para a aposentadoria e a transição em 20 anos.

Durante o debate, Caetano explicou alguns pontos da reforma e ressaltou que a diferença salarial entre homens e mulheres está caindo e quando se olha entre os mais jovens, a diferença é ainda menor. Na comissão especial, após as mudanças, na regra geral, os homens devem se aposentar com 65 anos e as mulheres, com 62.

O grande objetivo da reforma, disse o secretário, é manter o regime previdenciário, assegurando aposentadoria aos brasileiros, disse ao responder perguntas de internautas. Um dos focos, completou, é acabar com privilégios. No caso de direito adquirido, o cidadão pode escolher entre o regime proposto pela reforma e o antigo.

Sobre a idade mínima para aposentadoria, de 65 anos para homens e 62 para mulheres, Caetano disse que o Brasil vai passar a seguir o padrão internacional. "A idade de 65 anos é uma referência internacional."

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