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Reforma trabalhista


Entidades têm de se 'repensar', avalia Dieese

Márcia De Chiara

São Paulo

25/02/2019 11h31

O diretor do Dieese, Clemente Ganz Lucio, concorda que o fim da contribuição sindical obrigatória vai acelerar o movimento de fusões no Brasil. "O estrangulamento do financiamento sindical que ocorreu com a reforma trabalhista obriga os sindicatos a se repensarem."

Segundo ele, a nova lei trabalhista reforçou as negociações --que devem prevalecer sobre a legislação--, mas ao mesmo tempo retirou a fonte de financiamento dos sindicatos que conduzem as negociações. "Essa é a contradição." Com as fusões que começam a ocorrer, ele acredita que os sindicatos ficarão mais fortes e devem voltar a ter protagonismo, especialmente num cenário de precarização das relações de trabalho.

Na legislação anterior, centrais, confederações e federações tinham uma fatia garantida do imposto sindical. Hoje, a receita dos sindicatos vem das mensalidades dos associados e das taxas de negociação e são eles que decidem como os recursos serão distribuídos.

"A base da estrutura sindical vai ficar mais poderosa", diz Hélio Zylberstjan, da FEA/USP.

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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