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Indicador de incerteza da FGV cai em abril ao menor nível desde janeiro de 2020

Rio

29/04/2022 11h09

O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) recuou 6,4 pontos na passagem de março para abril, para 114,9 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado representa o menor nível desde janeiro de 2020, quando estava em 112,9 pontos, no período anterior à pandemia de covid-19 no País.

"Com o resultado de abril, o Indicador de Incerteza retornou ao patamar anterior à pandemia pela primeira vez desde o início da crise sanitária. Um nível bastante inferior ao dos piores momentos da crise, mas ainda elevado em termos históricos. A convergência a este patamar ocorre exatamente dois anos após o pior momento da crise, e reflete em grande medida a sensação de que a pandemia estaria sob controle. Mas a queda na margem também foi influenciada por uma visão menos pessimista em relação ao impacto potencial de curto prazo do conflito entre Rússia e Ucrânia no país. A tendência do IIE-Br para os próximos meses dependerá da continuidade da sensação de retorno à normalidade pré-pandemia e dos desdobramentos das tensões geopolíticas. Seguirão também no radar nos próximos meses fatores como a inflação e as eleições presidenciais", avaliou Anna Carolina Gouveia, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O IIE-Br é formado por dois componentes: o IIE-Br Mídia, que faz o mapeamento nos principais jornais da frequência de notícias com menção à incerteza; e o IIE-Br Expectativa, que é construído a partir das dispersões das previsões para a taxa de câmbio e para o IPCA.

O componente de Mídia caiu 8,3 pontos, para 113,6 pontos, contribuindo com -7,2 pontos para o IIE-Br do mês. O componente de Expectativas subiu 3,8 pontos, para 114,0 pontos, contribuindo com 0,8 ponto para o índice de abril.

"A alta do componente de Expectativa foi motivada pelo aumento da dispersão das previsões dos especialistas de mercado para a inflação e o câmbio. A política monetária do Banco Central de alta dos juros tem sinalizado fortemente seu objetivo em conter a inflação, porém a alta dos preços mundial, motivada pela pandemia e intensificada pela guerra na Ucrânia, pode ter influenciado na maior heterogeneidade das previsões no horizonte de 12 meses. O cenário externo - com temas como o conflito na Ucrânia e a política monetária dos Estados Unidos - também podem estar influenciando na maior dispersão das previsões do câmbio", completou Anna Carolina.

A coleta do Indicador de Incerteza da Economia brasileira é realizada entre o dia 26 do mês anterior ao dia 25 do mês de referência.