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Decretar emergência em transporte de cargas é 'pedalada tabajara', diz deputado

Deputado federal Nereu Crispim (PSD-RS), líder da Frente Parlamentar dos Caminhoneiros - Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
Deputado federal Nereu Crispim (PSD-RS), líder da Frente Parlamentar dos Caminhoneiros Imagem: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados

Amanda Pupo

Brasília, 24

24/06/2022 16h51

O líder da Frente Parlamentar dos Caminhoneiros, deputado Nereu Crispim (PSD-RS), classificou como uma "pedalada tabajara" e eleitoreira o plano de se decretar situação emergencial do transporte de carga no Brasil. O parlamentar apontou que a medida estudada é a mais nova forma encontrada pelo governo para tentar gastar extraordinariamente e pagar o auxílio aos caminhoneiros sem ir de encontro com a legislação eleitoral.

"Eles estão tentando é oficializar uma pedalada, que não tem precedente no Brasil. Tem que passar pelo Congresso. Se a Câmara e o Senado aprovarem isso, vai ser uma pedalada, pedalada tabajara. É uma pedalada que vão tentar dar fora do orçamento para tentar justificar essa esmola para os caminhoneiros", afirmou Crispim ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Segundo ele, o governo não discutiu com a frente sobre a medida, que foi levantada nesta sexta-feira, 24, pelo senador Fernando Bezerra (MDB-PE).

Bezerra é relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do ICMS sobre combustíveis, por meio da qual o governo quer operacionalizar a concessão das benesses, como a ampliação do auxílio gás e do Auxílio Brasil, além do auxílio aos caminheiros, este estimado em R$ 1 mil mensais.

O presidente da frente da categoria reforçou que a entidade e os caminhoneiros não irão apoiar o plano do auxílio para os motoristas de transporte de cargas, e nem a aprovação de uma situação emergencial do transporte de carga, que precisaria passar pelo Congresso. "A frente deu todos os indicativos de solução e eles não querem dar o protagonismo para nós. Toda semana é uma presepada. A frente parlamentar nem os caminhoneiros apoiam nenhum vale, nenhuma forma de assistencialismo eleitoreiro", disse o deputado, que defende, por exemplo, a suspensão da política de preços de paridade de importação (PPI) como solução para a alta dos combustíveis.