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UE prevê crescimento mais forte da zona do euro em 2023, mas inflação também maior

São Paulo

15/05/2023 08h50

A zona do euro deverá crescer mais do que se esperava em 2023, graças a um início de ano melhor do que o previsto, mas a inflação provavelmente também será maior, diante da persistência de pressões de preços subjacentes, segundo documento de projeções econômicas da Comissão Europeia publicado nesta segunda-feira, 15.

Na edição de primavera de seu relatório de projeções, a Comissão - braço executivo da União Europeia - agora espera que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresça 1,1% em 2023. Em fevereiro, a previsão era de alta um pouco menor, de 0,9%.

A economia teve um desempenho acima das expectativas após enfrentar a crise energética deflagrada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, graças a uma diversificação da oferta e uma queda considerável no consumo de gás, avalia a UE.

"A economia europeia continua a mostrar resiliência em um contexto global desafiador. Preços de energia mais baixos, um alívio nas restrições de oferta e um mercado de trabalho forte sustentaram um crescimento moderado no primeiro trimestre de 2023, dissipando temores de uma recessão", diz o relatório.

O PIB da zona do euro cresceu 0,1% no primeiro trimestre, de acordo com estimativas preliminares divulgadas no fim de abril, e indicadores antecedentes sugerem expansão contínua no segundo trimestre, diz a UE.

Embora a perspectiva para 2023 tenha melhorado, o ganho de 1,1% do PIB esperado para este ano marca um forte arrefecimento em relação ao avanço de 3,5% que a zona do euro registrou em 2022.

Para 2024, a Comissão revisou levemente sua projeção de crescimento para o bloco, a 1,6%, de 1,5% anteriormente.

Persistentes pressões de preços também levaram a uma revisão para cima da inflação na zona do euro. A expectativa agora é que o índice de preços ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da região suba 5,8% em 2023, ante projeção anterior de 5,6%. Para o próximo ano, a previsão do CPI foi igualmente ajustada para cima, de 2,5% a 2,8%.

Enquanto a taxa anual do CPI desacelerou no primeiro trimestre, a 7% em abril, ante o recorde histórico de 10,6% atingido em outubro de 2022, o núcleo da inflação, que exclui preços mais voláteis de energia e alimentos, tem se mostrado mais resistente.

A Comissão prevê que o núcleo do CPI subirá 6,1% em 2023 e 3,2% em 2024, avançando em ritmo mais rápido do que o índice cheio em ambos os anos.