AIE corta projeção de alta na demanda e eleva a de oferta de petróleo para 2023

A Agência Internacional de Energia (AIE) afirma, em relatório mensal publicado nesta quinta-feira, 14, que reviu em baixa de 90 mil barris por dia (bpd) sua previsão para a demanda global por petróleo no ano atual, a 2,3 milhões de bpd. Para 2024, a expectativa de crescimento na demanda foi elevada em 130 mil bpd, a 1,1 milhão de bpd. Apenas no quarto trimestre do ano atual, a projeção de alta na demanda por petróleo sofreu corte de quase 400 mil bpd, informa a entidade sediada em Paris.

A AIE ainda elevou sua expectativa de alta na oferta de petróleo em 2023 em 100 mil barris por dia, a 1,8 milhão de bpd. Para 2024, a previsão de crescimento na oferta foi reduzida em 400 mil bpd, a 1,2 milhão de bpd. Além disso, a agência diz que as exportações de petróleo da Rússia tiveram queda de 200 mil bpd em novembro, a 7,2 milhões de bpd, com queda forte nos preços do país e redução de US$ 2,4 bilhões na receita russa com o óleo ante o mês anterior.

O relatório da AIE aponta que a alta na demanda por petróleo neste ano mascara o impacto de um maior enfraquecimento do clima macroeconômico. A revisão em baixa no crescimento da demanda global no quarto trimestre foi puxada pela Europa, responsável por mais de 50% do corte, diz, acrescentando que a perda de fôlego na demanda global continuará em 2024. Melhoras na eficiência e uma frota crescente de veículos elétricos também pesam na demanda.

A AIE diz que o crescimento da oferta de petróleo dos Estados Unidos "continua a desafiar expectativas", e menciona previsão de recordes na produção de Brasil e Guiana, bem como avanço nas exportações do Irã, o que apoia o crescimento de 1,8 milhão de bpd na produção global de petróleo em 2023, a 101,9 milhões de bpd. Em 2024, os países de fora da Opep+ devem puxar os ganhos na oferta, projetados em 1,2 milhão de bpd após a Opep+ ter aprofundado seus cortes voluntários nas exportações.

O relatório ainda afirma que os estoques monitorados de petróleo no mundo tiveram queda de 19,6 milhões de barris, neste caso no mês de outubro.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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