Ceron: Déficit de dezembro é expressivo e decorre do pagamento extraordinário de precatórios

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, destacou nesta segunda-feira (29) que o resultado deficitário das contas do governo central sofreu um impacto "expressivo" em razão do pagamento do volume de precatórios, de quase R$ 93 bilhões ao fim do ano passado. No ano, o saldo negativo ficou em R$ 230,535 bilhões. Se descontado a quitação dos precatórios, o resultado fecha com déficit R$ 138,147 bilhões, o que corresponde a 1,27% do PIB.

Embora o resultado do ano tenha sido o segundo pior da série histórica - atrás somente de 2020 -, o número indica o início de um processo de recuperação fiscal, na avaliação de Ceron. "Nossa sinalização para o horizonte de médio prazo é de reversão desta tendência que vem acontecendo em mais de uma década, de piora a cada um desses ciclos", disse o secretário em coletiva de imprensa para comentar os dados, reforçando que o governo trabalha para se aproximar de resultados mais próximos do equilíbrio orçamentário. "Esperamos que a partir de 2024 o movimento de recuperação fiscal fique mais nítido", afirmou.

Ele citou que, de janeiro de 2019 a dezembro de 2022 (mandato de Jair Bolsonaro), o resultado primário anualizado registrou uma média de déficit de R$ 263,2 bilhões. "Agora já fechamos com um resultado que já é melhor que a média dos últimos anos", afirmou Ceron.

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