Barômetros antecedente e coincidente recuam em fevereiro após sucessivas altas, diz FGV

A região da Ásia, Pacífico e África puxou para baixo os barômetros econômicos globais antecedente e coincidente da Fundação Getulio Vargas (FGV), após sucessivas altas dos índices. Em fevereiro, o Barômetro Econômico Global Coincidente recuou 1,6 ponto, e o Barômetro Antecedente, 6 pontos, passando a 92,4 pontos e 105,5 pontos, respectivamente.

"A evolução favorável dos Barômetros Globais nos meses anteriores refletia em boa medida o desempenho superior ao que se previa anteriormente da economia mundial, com destaque para a resiliência americana e a melhora do ambiente na China e Leste Asiático. O resultado de fevereiro representa uma calibragem das expectativas, mostrando que o crescimento em 2024 - ainda que superior ao previsto anteriormente - permanecerá inferior ao da média dos 20 anos anteriores à pandemia de covid-19", informou o pesquisador do FGV Ibre Aloisio Campelo Jr.

De acordo com o pesquisador, isso deverá ocorrer devido ao impacto do prolongado aperto monetário na maioria dos países e dos riscos de alta de preços de commodities em decorrência de sucessivos choques geopolíticos.

Segundo a FGV, a queda do Barômetro Coincidente em fevereiro foi inteiramente determinada pelo indicador da região da Ásia, Pacífico & África, com uma contribuição negativa de 1,6 ponto, já que as contribuições da Europa e do Hemisfério Ocidental, de -0,2 e +0,2 ponto, respectivamente, se anularam no mês.

Os indicadores coincidentes regionais continuam flutuando na faixa dos 90 pontos, sinalizando uma recuperação ainda modesta da atividade econômica global. Entre os indicadores setoriais coincidentes, todos recuam em fevereiro, com destaque para a construção, que voltou a registrar o menor nível entre os demais, retornando à faixa dos 80 pontos.

O Barômetro Global Antecedente antecipa os ciclos das taxas de crescimento mundial entre três e seis meses. Em fevereiro, a maior contribuição negativa foi dada pela região da Ásia, Pacífico e África, de 6,1 pontos. O Hemisfério Ocidental contribui modestamente com menos 0,2 ponto, enquanto a Europa segue em direção oposta ao contribuir com 0,3 ponto para a evolução do indicador final.

Segundo a FGV, o indicador da Ásia, Pacífico e África reflete uma calibragem do forte otimismo registrado no mês anterior, enquanto as expectativas da Europa e Hemisfério Ocidental caminham de lado, em patamar ainda favorável.

Em fevereiro, todos os indicadores setoriais antecedentes recuam, com destaque para o da Economia (avaliações dos consumidores e agregadas empresariais), o único agora a registrar nível inferior a 100 pontos.

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