Ibovespa tem viés de alta com NY e minério,antes das decisões de juros nos EUA e no Brasil

O Ibovespa sobe moderadamente nesta segunda-feira, 18, em busca de recuperar as perdas recentes, estimulado pela valorização das commodities e seguindo a alta das bolsas norte-americanas. O bom humor desta segunda-feira nos mercados acionários começou na Ásia, após uma série de dados de atividade da China com resultados melhores do que o previsto. Na sexta-feira, o Índice Bovespa fechou em baixa de 0,74%, aos 126.741,81 pontos.

A valorização das bolsas mundiais ocorre antes da pesada agenda desta semana. Há uma série de decisões de política monetária, com destaque para a do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Sairão decisões sobre juros ainda na Inglaterra, Japão, México, Austrália, Turquia e Rússia.

"Não devemos ter nenhuma surpresa em relação às decisões principalmente nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil, mas será preciso ver os comunicados. Aqui, para ver se vai retirar a ideia de continuidade dos cortes de meio ponto porcentual. Nos EUA, se o Fed irá indicar redução do seu balanço diminuir o ciclo de queda dos juros", avalia Alvaro Bandeira, coordenador de Economia da Apimec Brasil.

Para o estrategista-chefe da Monte Bravo, Alexandre Mathias, o mercado está em compasso de espera pelas decisões de política monetária desta semana, sobretudo do Fed, tendendo a adotar um modo mais cauteloso. "Com a inflação um pouco mais alta nos Estados Unidos, fica um pouco mais na defensiva, esperando para ver como ficará o gráfico de projeções do Fed para tentar estimar a taxa de juros. Acredito que o Fed vai indicar que vai esperar um pouco mais para começar a cortar os juros, mas que já está chegando perto deste processo", avalia.

No mesmo dia da decisão do Fed, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve cortar a Selic em meio ponto porcentual, para 10,75% ao ano. O foco dos investidores ficará no comunicado do BC, na tentativa de desvendarem os próximos passos do Copom.

No caso do Brasil, Mathias acredita que um eventual sinal no comunicado do Copom desta semana sobre o ritmo do corte da Selic não tende a mudar sua projeção de taxa terminal em 9,25%.

Amanhã, o BC chinês definirá seus juros de referência de 1 e 5 anos, que podem ser mantidos no nível atual, apesar do avanço acima do esperado da produção industrial e das vendas do varejo nos dois primeiros meses, em meio à crise no setor imobiliário.

Nesta segunda-feira, o minério de ferro para maio fechou com alta de 0,94% em Dalian, na China, após recentes quedas. Já os contratos futuros de petróleo avançam com menos força, em torno de 0,50%.

As ações da Vale subiam 1,17% por volta das 11h20. Já as da Petrobrás migravam para queda, em meio a riscos políticos.

Além disso, ficam no radar os papéis ligados ao ciclo econômico, após o IBC-BR de janeiro subir 0,60%, aquém da mediana de 0,65%.

Na seara de balanços, a Embraer divulgou resultados do quarto trimestre de 2023 e guidance para 2024 nesta manhã. Após o fechamento dos mercados sairão os balanços da Braskem, Magazine Luiza, Itaúsa e Vamos.

O mercado ficará ainda atento ao fiscal. Nesta semana, o governo deve enviar ao Congresso o relatório bimestral de avaliação do Orçamento. Um relatório do Tesouro Nacional mostra que sem esforço por mais receita, a meta fiscal seria descumprida em 2025 e 2026.

Às 11h21, o Ibovespa subia 0,13%, aos 126.908,81 pontos (de abertura aos 126.758,48 pontos), ante mínima aos 126.696,65 pontos (-0,04%), depois de avançar 0,63%, na máxima aos 127.540,21 pontos.