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ABERTURA: Com exterior, Ibov futuro abre em queda e dólar se aproxima de R$ 4,00

12/08/2019 09h35

A jornada desta segunda-feira começou com perdas de 1,32% aos 102.560 pontos para o índice futuro do Ibovespa. A baixa se aprofundou às 09:33, com queda de 1,54% a 102.348 pontos. Na sexta-feira, o fechamento apresentou queda de 0,33%.

A cena externa incerta segue preocupando os investidores, que no front local seguem atentos aos balanços, à tramitação da reforma da Previdência no Senado e à dados locais, como o índice de atividade medido pelo Banco Central.

Já o dólar salta 1,36% a R$ 3,9943, flertando com o patamar de R$ 4,00.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse neste sábado que o governo deve enviar ao Congresso nas próximas semanas uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com a criação de um sistema de capitalização para a Previdência.

Na proposta original do governo para a reforma da Previdência estava prevista apenas a autorização para a criação futura do sistema de capitalização, o que foi excluído no texto aprovado pelos deputados. Agora, defendeu Onyx, essa nova PEC não traria apenas a autorização, mas o detalhamento do sistema de capitalização.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,30% em junho na comparação com o mês anterior, mas ainda assim terminou o segundo trimestre com contração de 0,13%, de acordo com dados dessazonalizados divulgados pelo BC nesta segunda-feira-feira.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço de 0,10% na comparação mensal. Na comparação com junho de 2018, o IBC-Br apresentou queda de 1,75% e, no acumulado em 12 meses, teve alta de 1,08%, segundo números observados.

Por aqui, o período traz como principal destaque a PNAD contínua trimestral, que na quinta-feira vai trazer dados atualizados do mercado de trabalho brasileiro e da taxa de desemprego. Nos Estados Unidos, a semana reserva alguns indicadores de destaque, como a inflação ao consumidor (3ª), vendas do varejo e produção industrial (5ª), além de indicadores regionais de atividade.

Na China, a semana começou positiva com as ações de tecnologia puxando o resultado, depois que a Huawei Technologies apresentou na sexta-feira seu sistema operacional próprio, conforme as restrições comerciais dos EUA adotadas em maio ameaçam reduzir o acesso da empresa chinesa às tecnologias norte-americanas como o Android. No entanto, a ameaça de Pequim de usar a força contra manifestantes em Hong Kong trouxe aversão ao risco nos mercados internacionais.

Neste domingo, os partidos políticos na Argentina escolheram os seus candidatos à Presidência da República, na chamada "eleições primárias". Contrariando as pesquisas, que apontavam empate técnico ou pequena vantagem para o opositor Alberto Fernández, o resultado apresentou uma derrota para o presidente Maurício Macri, que busca a reeleição, deixando a oposição próxima da Casa Rosada. Fernández, cuja companheira de chapa é a ex-presidente Cristina Kirchner, liderava com 47,3% dos votos, uma vantagem de 15 pontos percentuais sobre o atual presidente. Investidores temem o retorno de políticas adotadas por Kirchner em sua Presidência, consideradas intervencionistas e que levaram à Argentina a uma recessão e elevada inflação. Por isso, peso apresenta desvalorização e rendimento dos títulos argentinos sobe.

Fernández --cuja companheira de chapa é a ex-presidente Cristina Kirchner-- liderava com 47,3% dos votos, uma vantagem de 15 pontos percentuais, com 88% das urnas apuradas.

Fernández --cuja companheira de chapa é a ex-presidente Cristina Kirchner-- liderava com 47,3% dos votos, uma vantagem de 15 pontos percentuais, com 88% das urnas apuradas.

BOLSAS INTERNACIONAIS.

Em TÓQUIO, o índice Nikkei permaneceu fechado. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,44%, a 25.824 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 1,45%, a 2.814 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 1,80%, a 3.699 pontos.

A jornada se mostra negativa para a maior parte dos mercados de ações do continente europeu. Em Frankfurt, o DAX tem queda de 0,18% aos 1.674 pontos, enquanto que em Londres, o FTSE cede 0,46% aos 7.220 pontos. Já em Paris, o CAC em perdas de 0,42% aos .305 pontos.

COMMODITIES

A jornada desta segunda-feira na bolsa de mercadorias da cidade de Dalian, na China, foi marcada por nova desvalorização dos contratos futuros do minério de ferro, ampliando assim a sequência para sete quedas consecutivas. O contrato de maior volume de negócios, com vencimento em janeiro de 2020, recuou 1,08% para 638,50 iuanes por tonelada, o que representa uma variação diária de 7 iuanes.

Já para os papéis futuros do vergalhão de aço, que são transacionados na também chinesa bolsa de mercadorias de Xangai, a sessão foi de ganhos nos principais vencimentos. O contrato com maior liquidez, com entrega para outubro do atual calendário, somou 59 iuanes para 3.677 iuanes por cada tonelada. Já o segundo mais negociado, de janeiro de 2020, avançou 9 iuanes para 3.451 iuanes por tonelada.

O segunda-feira também se mostra negativa para os contratos futuros do petróleo nas principais praças. O barril do tipo WTI, referência em Nova York, é negociado com queda de 1,03%, ou US$ 0,56, a US$ 53,94. Já em Londres, o Brent tem perdas de 0,63%, ou US$ 0,37, a US$ 58,16.

MERCADO CORPORATIVO

- Petrobras (SA:PETR4)

Desinvestimento

A Petrobras (SA:PETR4) assinou contrato nesta sexta-feira com a SPE 3R Petroleum para a venda por 191,1 milhões de dólares de toda a sua participação em um conjunto de 7 campos de produção terrestres e marítimos, o Polo Macau, na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, informou a estatal.

O Polo Macau engloba os campos de Aratum, Macau, Serra, Salina Cristal, Lagoa Aroeira, Porto Carão e Sanhaçu, que juntos produzem cerca de 5,8 mil barris de óleo equivalente por dia.

A Petrobras (SA:PETR4) detém 100% de participação em todas as concessões, com exceção da concessão de Sanhaçu, onde é operadora com 50% de participação, enquanto os 50% restantes são da Petrogal, controlada pela Galp.

Reajuste

Os preços médios da gasolina tiveram leve avanço nesta semana nos postos do Brasil, interrompendo uma série de 12 semanas consecutivas de recuo, enquanto o diesel também subiu ligeiramente, mostraram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira.

Os avanços ocorreram após a Petrobras (SA:PETR4) anunciar alta de 4% no preço médio da gasolina e avanço de 3,75% no do diesel em suas refinarias, a partir de 1º de agosto.

Os repasses dos ajustes no preço dos combustíveis da Petrobras (SA:PETR4) nas refinarias para ao consumidor final, nos postos, dependem de diversos fatores, como impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis.

A gasolina avançou 0,16% nesta semana, ante a semana anterior, para 4,319 reais por litro. Já o etanol hidratado, seu concorrente nas bombas, subiu 0,36%, na mesma comparação, para 2,798 reais por litro.

TAC – Comperj

A Petrobras (SA:PETR4.SA) assinou nesta sexta-feira Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de 814,5 milhões de reais com governo do Rio, Ministério Público estadual e Instituto Estadual do Ambiente, para encerrar ação civil pública relativa ao licenciamento ambiental do Comperj, em Itaboraí.

A petroleira informou que o valor já estava provisionado no balanço financeiro do segundo trimestre.

Dentre as medidas previstas com o acordo —que foi assinado como resultado de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)— estão aportes 330 milhões de reais em reflorestamento e cobertura vegetal, informou a assessoria da assembleia.

O presidente da Petrobras (SA:PETR4), Roberto Castello Branco, afirmou que a empresa está pagando o preço de malfeitos do passado.

- Itaipu

Os ministérios de Relações Exteriores e de Minas e Energia do Brasil (SA:ENBR3) defenderam nesta sexta-feira um acordo com o Paraguai sobre a contratação da energia da hidrelétrica de Itaipu que foi tornado sem efeito na semana passada em meio a uma crise política no país vizinho.

O acordo gerou polêmica no Paraguai por ser visto no país como favorável aos brasileiros, levando a ameaças de impeachment do presidente Mario Abdo. Depois disso, os paraguaios decidiram unilateralmente tornar sem efeito o acerto, em posicionamento negociado previamente com o governo brasileiro.

Segundo os ministérios, o acordo "buscava corrigir uma defasagem histórica na contratação da energia de Itaipu" por parte da Ande (estatal paraguaia), buscando "reequilibrar essa relação, de modo que cada parte pague pela energia que efetivamente consome".

- brMalls

A operadora de shopping centers brMalls acertou uma parceria com o Mercado Livre para conectar seus empreendimentos ao varejo online, em um passo para reforçar sua estratégia "omnichannel".

"Nós já temos os imóveis, a logística e agora está parceria é uma extensão de nossos negócios", disse o presidente-executivo da brMalls, Ruy Kameyama, a analistas em teleconferência sobre os resultados da empresa no segundo trimestre.

Sob os termos do acordo, os clientes poderão comprar produtos de lojas nos shoppings da brMalls por meio da plataforma do Mercado Livre. A logística será feita pela Delivery Center, que teve participação comprada pela brMalls no ano passado.

O acordo envolve por enquanto apenas um dos empreendimentos da brMalls, o shopping Villa Lobos, na cidade de São Paulo.

AGENDA DE AUTORIDADES

O presidente Jair Bolsonaro viaja nesta segunda-feira para Pelotas (RS) onde participa da cerimônia de Liberação de Trecho (47 Km) de Duplicação da Rodovia BR-116, visitando na parte da tarde o canteiro de Obras da BR-116 e Cumprimento a Integrantes do 4º Grupamento de Engenharia do Exército Brasileiro. No final do dia, de volta à Brasília, se reúne com Hamilton Mourão, Vice-Presidente da República.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, participa no começo da manhã do Seminário Declaração de Direitos de Liberdade Econômica - Debates sobre a MP 881/19.

Além disso, tem reuniões com:

- Secretários do Ministério da Economia;

- Almoço com os secretários especiais;

- Secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra;

- Secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo;

- Secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho;

- Secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Da Costa.

Economia