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Fique por dentro das 5 principais notícias do mercado nesta sexta-feira

18/10/2019 08h38

A economia da China cresceu em sua menor taxa em quase 30 anos no terceiro trimestre. Boris Johnson está lutando para aprovar seu acordo do Brexit numa teimosa Câmara dos Comuns. Já a Arábia Saudita adiou o IPO da empresa nacional Saudi Aramco - novamente.

Aqui está o que você precisa saber sobre os mercados financeiros nesta sexta-feira, 18 de outubro.

1. China cresce em ritmo menor que esperado

A economia chinesa cresceu em sua taxa mais lenta em quase 30 anos no terceiro trimestre, enquanto a disputa comercial com os EUA cobra um pedágio cada vez mais pesado.

O Produto Interno Bruto cresceu a uma taxa anual de 6,0% nos três meses até setembro, abaixo dos 6,2% no segundo trimestre e abaixo dos 6,1% esperados pelos analistas.

As notícias contrastam de maneira intrigante com o fluxo de notícias desta semana, que se concentrou na China tentando extrair mais concessões dos EUA antes de assinar o acordo de cavalheiros da "fase 1" acordado na semana passada pelos dois lados. Evidências de pressão sobre a economia chinesa provavelmente incentivarão os falcões comerciais do governo dos EUA a querer concessões mais importantes de Pequim do que as oferecidas até agora.

2. Ações estáveis; Relatórios da Coca-Cola, Amex e AMD são esperados

Os futuros dos EUA devem abrir estáveis, consolidando ganhos obtidos com base em balanços bastante decentes e progresso na saga do Brexit (leia mais no tópico abaixo).

Às 8h33 (horário de Brasília), os futuros da Dow subiam 27,5 pontos, ou 0,1%, enquanto o S&P 500 Futuros tinha ganhos no mesmo patamar e os futuros do Nasdaq 100 avançavam menos de 0,1%.

Liderando a divulgação de lucros de hoje está a Coca-Cola, que provavelmente se concentrará no que a administração diz sobre as perspectivas para a primeira bebida energética da empresa, que deve ser lançada em janeiro. American Express, Schlumberger e Synchrony Financial também devem ser divulgados antes da abertura, enquanto a Advanced Micro Devices deve ser atualizada posteriormente.

3. Johnson luta para aprovar projeto de lei do Brexit

Depois de um avanço em Bruxelas na quinta-feira, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, agora precisa aprovar sua lei de retirada da União Europeia em uma Câmara dos Comuns que votou três vezes contra a versão de sua antecessora (à qual tem mais do que uma semelhança). A votação está marcada para uma sessão extraordinária no sábado.

A libra subia no comércio europeu em meio a relatos de que um número maior que o esperado de parlamentares do Partido Trabalhista está disposto a apoiar o acordo, temendo uma reação dos eleitores que votaram, em contrapartida, para deixar a UE em 2016 e cuja paciência/atenção em relação ao Brexit está esgotada há algum tempo.

No entanto, Johnson não tem maioria na Câmara dos Comuns e, mesmo que a lei seja aprovada, os oponentes do Brexit ainda terão a chance de forçar um referendo quando o governo apresentar legislação para implementar o acordo de retirada.

4. Mercados emergentes se reagrupam após cessar-fogo de cinco dias na Síria

Ativos turcos e russos se recuperaram depois que o presidente Recep Tayyip Erdogan concordou com um cessar-fogo de cinco dias no norte da Síria, sob pressão dos EUA.

As forças armadas da Turquia atacam combatentes curdos em uma frente de centenas de quilômetros, mas encontram uma resistência liderada por forças do regime sírio e seus aliados russos.

O cessar-fogo remove uma ameaça imediata de escalada de agressões que poderia prejudicar qualquer um dos dois maiores mercados emergentes da Europa. A lira subiu 0,7% em relação ao dólar, mas registrou alta intradiária nos relatórios de bolsões que continuam em batalha. O rublo subia dentro uma distância segura de três meses, apesar da contínua fraqueza nos preços do petróleo, que geralmente determina a taxa de câmbio.

5. Saudi Aramco adia IPO novamente

Claro que era bom demais para ser verdade. A Arábia Saudita mais uma vez adiou a oferta pública inicial da companhia nacional de petróleo Saudi Aramco, depois que os banqueiros falharam em garantir a avaliação de US$ 2 trilhões na qual o príncipe real Mohammed bin Salman insiste.

Os relatórios sugerem que a primeira parte do IPO, prevista apenas para o mercado doméstico saudita, será adiada pelo menos até janeiro.

Até então, a Arábia Saudita, a Opep e a Rússia podem ter tido tempo de tomar mais medidas para empurrar os preços do petróleo de volta para perto de onde eles querem. Os preços do petróleo caíam nesta semana devido a temores de excesso de oferta global, baseados em um enorme crescimento nos estoques dos EUA na semana passada.

A queda com base nesses dados significa que houve apenas mais perdas moderadas após o número do PIB da China e, às 6h15, os futuros de petróleo dos EUA subiam 0,7% no dia, cotados a US$ 54,31, enquanto o Brent subia 0,3% ficando em US$ 60,08.