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Preços do petróleo caem com aumento dos estoques e novos temores da guerra comercial

31/10/2019 10h09

Os preços do petróleo caíam na quinta-feira, pressionados pelo aumento dos estoques nos EUA e pela nova incerteza em torno de um possível acordo comercial entre os Estados Unidos e a China, que pesa sobre as perspectivas de demanda.

Os futuros de petróleo bruto WTI, negociados em Nova York, caíam 58 centavos a US$ 54,47 pelas 9h59. No mês, no entanto, eles devem subir cerca de 0,5%, seu maior ganho mensal desde junho.

Os contratos futuros de petróleo Brent, cotado em Londres e referência mundial, caíam 58 centavos a US$ 59,66 por barril, apagando os ganhos anteriores. Eles caíam 1,6% na quarta-feira e o contrato está definido para uma queda mensal de cerca de 0,6%.

As autoridades chinesas têm dúvidas sobre se é possível chegar a um acordo comercial de longo prazo com Washington e com o presidente dos EUA, Donald Trump, informou a Bloomberg no início do dia, citando fontes não identificadas.

Durante a noite, dados chineses mostraram que a atividade de fábrica encolheu pelo sexto mês consecutivo em outubro, enquanto o crescimento da atividade no setor de serviços do país foi o mais lento desde fevereiro de 2016.

A prolongada guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo está pesando nas perspectivas de demanda por petróleo.

As esperanças de um avanço foram atingidas na quarta-feira, quando a cúpula em que os líderes dos dois lados deveriam se reunir, foi cancelada por causa de violentos protestos no país anfitrião Chile.

Os preços também permaneceram com o pé atrás depois que a Administração de Informações sobre Energia dos EUA, (EIA, na sigla em inglês) disse quarta-feira que os estoques de petróleo bruto aumentaram em 5,7 milhões de barris na semana até 25 de outubro, em comparação com as expectativas dos analistas de um aumento de 494.000 barris.

Os estoques de petróleo no centro de entrega de Cushing, Oklahoma, subiram pela quarta semana consecutiva, ganhando 1,6 milhão de barris na semana passada, informou o EIA.

"O relatório de ações dos EUA não foi nada animador", disseram analistas da PVM em nota.

O Instituto Americano de Petróleo havia divulgado anteriormente um declínio de 708.000 barris, aumentando as esperanças de que os números oficiais também mostrassem uma queda.

Amenizando os dados pouco brilhantes do petróleo bruto, o EIA mostrou que os estoques de gasolina e destilados continuavam sendo consumidos.

--A Reuters contribuiu para esta matéria.