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Google anuncia compra de divisão da Motorola por US$ 12,5 bi

Sede do Google na cidade de Mountain View, na Califórnia - Paul Sakuma/AP
Sede do Google na cidade de Mountain View, na Califórnia Imagem: Paul Sakuma/AP

15/08/2011 09h22

O Google anunciou nesta segunda-feira que vai comprar a Motorola Mobility, divisão de smartphones, tablets e acessórios da empresa, por cerca de US$ 12,5 bilhões em dinheiro, em uma estratégia para impulsionar o uso de seu sistema operacional Android.

O Google vai pagar US$ 40 por ação da Motorola, um ágio de 63% sobre o valor de fechamento da ação da fabricante de celulares na sexta-feira passada em Nova York. As ações da Motorola disparavam 59% no pregão eletrônico desta segunda-feira.

O Google tem tentado se firmar no mercado de celulares inteligentes, mas seus esforços têm sido minados por falta de patentes na área de telefonia móvel.

No início deste mês, após o Google ter perdido um leilão para compra de milhares de patentes da falida Nortel, o diretor da área jurídica da companhia de buscas, David Drummond, criticou Microsoft, Apple, Oracle e "outras empresas". O executivo acusou as companhias de atuarem em conjunto para obterem as patentes da Nortel e prejudicarem o desenvolvimento do Android.

O Google afirmou que espera que a compra da Motorola, que tem 80 anos de história no setor de telecomunicações, deve ser concluída até o final deste ano ou início de 2012. A intenção da gigante das buscas na Web é operar a Motorola como um negócio separado do restante da companhia.

No blog do Google, o presidente-executivo e co-fundador da empresa, Larry Page, afirma que a aquisicão não muda o compromisso da empresa ante sua plataforma. "A Motorola vai continuar sendo uma licenciadora do Android e o Android continuará aberto".

A compra da Motorola acontece depois que a fabricante de celulares decidiu em 2008 usar apenas o Android em seus smartphones.

Segundo o Google, atualmente mais de 150 milhões de aparelhos operam com o Android, produzidos por 39 fabricantes, em 123 países.

O negócio poderá ser fechado apenas no início do próximo ano, já que ainda precisa ser aprovado por órgãos reguladores e acionistas das empresas.

(Com informações da Reuters)

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