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Paródia de 'Faroeste Caboclo' critica corrupção na Petrobras e viraliza

Do UOL, em São Paulo

Uma paródia de oito minutos da música "Faroeste Caboclo", da Legião Urbana, está viralizando nas redes sociais. O vídeo já tinha mais de 900 mil visualizações no Facebook até a publicação desta reportagem.

Na paródia, um boneco que imita o vocalista da Legião, Renato Russo, conta a história da Petrobras, desde sua fundação, na década de 1950, até os escândalos de corrupção em que a empresa está envolvida atualmente.

A paródia foi postada pelo canal do YouTube "Rede Ovo", um site humorístico que faz paródias com temas da cultura nacional.

O site pertence ao profissional de marketing digital Pedro Guadalupe, que conta ter escrito a letra da música em dois dias.

"Eu pedi para um amigo gravar a música (ele prefere não ser identificado) e [levei mais] um dia para editar o vídeo", conta Guadalupe.

Paródia de "Faroeste Caboclo" critica Petrobras

Menção a Lula e Dilma

No vídeo, o autor menciona uma reportagem da revista "Veja", que informava que Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam do esquema de corrupção na Petrobras. A informação foi atribuída ao doleiro Alberto Youssef. A reportagem foi publicada na época da eleição, em outubro do ano passado.

Os advogados de Dilma argumentaram, na época, que o texto da revista era ofensivo. Ouvido pelo jornal "O Globo", o advogado de Youssef disse não conhecer este depoimento.

"A matéria absurda de capa [...] imputa crime de responsabilidade à candidata (...) e a mensagem ofensiva da capa da revista tem por objetivo bem delineado: agredir a imagem da candidata", dizia um trecho da representação apresentada pela campanha petista.

Corrupção ainda está sendo investigada

A operação Lava Jato, conduzida pela Polícia Federal (PF), teve início em março do ano passado, para apurar suposto esquema de corrupção na Petrobras, relativo a desvio e lavagem de dinheiro envolvendo diretores da estatal, grandes empreiteiras e políticos. O esquema pode ter desviado mais de R$ 10 bilhões.

O repasse era feito pelas empreiteiras ao doleiro Alberto Youssef, que distribuiria o suborno. De acordo com a investigação, políticos dos partidos PMDB, PP e PT também se beneficiariam do esquema, recebendo de 1% a 3% do valor dos contratos. Os políticos negam o envolvimento.

O ex-diretor de abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa, que aparece no vídeo sendo preso, já foi solto em outubro do ano passado devido ao acordo de delação premiada, e cumpre prisão domiciliar.

Atualmente, 50 nomes estão sendo investigados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) como possíveis envolvidos no caso.

(Com Folha e agências de notícias)

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