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Produtividade no Brasil está estagnada há 35 anos, desde 1981, diz estudo

Marcelo Justo/Folhapress
Imagem: Marcelo Justo/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

07/03/2017 17h09

A produtividade do trabalho no Brasil cresceu 3,5% ao ano entre 1950 e 1980, mas não melhorou nada dos anos 1980 até hoje, aponta um estudo elaborado pelo banco Credit Suisse. 

Segundo o levantamento, no acumulado entre 1981 e 2016, ou seja, em 35 anos, a produtividade nas empresas brasileiras ficou estagnada: 

  • O pior período foi entre 1981 e 1990, quando a taxa de produtividade no país caiu 2% ao ano;
  • Nas duas décadas seguintes (de 1991 a 2010), houve crescimento acumulado de 2,8%;
  • Entre 2011 e 2016, houve uma nova queda, de 1,1%.

Entre os motivos, estão o baixo uso de tecnologias nas empresas e o peso dos impostos, segundo o Credit Suisse.

Aumento de renda vai depender mais da produtividade

A renda per capita (por pessoa) cresceu, segundo o estudo:

  • 3,9% ao ano, em média, entre 1950 e 1980;
  • 0,7% ao ano, em média, entre 1981 e 2016.

De acordo com o banco, a renda do trabalhador depende de dois fatores: 

  • da taxa de emprego;
  • e da produtividade. 

No caso brasileiro, a alta de renda no período analisado foi puxada pelo aumento na taxa de emprego: de 37,6%, em 1950, para 52%, em 2016 --considerada uma taxa relativamente alta, se comparada à de outros países, diz o banco. Por isso, nos próximos anos, não se deve esperar alta significativa na taxa de emprego.

"Os resultados sugerem que o crescimento da renda per capita no Brasil será ainda mais dependente da dinâmica da produtividade nos próximos anos", conclui o Credit Suisse.

Economia