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EUA: 'Local de trabalho pode ser campo de extermínio com reabertura'

Seth Harris, ex-secretário interino do Trabalho de Barack Obama - Reprodução/CNN
Seth Harris, ex-secretário interino do Trabalho de Barack Obama Imagem: Reprodução/CNN

Do UOL, em São Paulo

17/04/2020 10h59

Seth Harris, que atuou como secretário interino do Trabalho de Barack Obama, criticou o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reabrir a economia em meio à pandemia do novo coronavírus. Para ele, sem condições seguras de fazer a reabertura, os locais de trabalho poderão se transformar em "campos de extermínio".

Em entrevista à CNN, Harris mencionou falta de diretrizes federais para estes locais, citando que não há planos de equipamentos de proteção individual e proteção específicas para os trabalhadores.

"Se eu fosse um empregador que lesse o plano do presidente, sentiria que o governo federal estaria me deixando à própria sorte e me dando nenhum suporte apoio", disse.

Harris disse que o governo federal precisa se envolver mais e emitir diretrizes específicas para os empregadores protegerem os trabalhadores e levarem as pessoas de volta ao trabalho com segurança.

"Acho que podemos reabrir o país devagar e com cuidado, mas precisamos fazê-lo de uma maneira que faça sentido e mantenha os trabalhadores seguros. E o presidente simplesmente lavando as mãos de qualquer responsabilidade por qualquer coisa nesta crise não é o caminho para chegar lá", criticou.

"Precisamos de um esforço estadual e federal coordenado. Precisamos que o governo federal desempenhe o papel que somente o governo federal pode desempenhar com relação à segurança e saúde no local de trabalho e à produção do equipamento de proteção de que precisamos. Estou realmente preocupado com isso. Eu acho que a experiência que tivemos até agora não é animadora", acrescentou.

Os Estados Unidos registraram, nas últimas 24 horas, o recorde de 4.491 mortes pelo novo coronavírus, segundo a contagem em tempo real da Universidade Johns Hopkins. De acordo com a instituição, o país ultrapassou a marca de 33 mil vítimas da covid-19. Até ontem, foram notificados 671.425 casos.

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