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Mídia e Marketing

Leonardo Romero, VP de mkt da P&G: Empresas precisam inspirar a população

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

10/12/2020 04h01

Um estudo da Edelman, realizado no ano passado, apontou que 91% dos consumidores brasileiros classificam como "essencial" acreditar que as marcas estejam "fazendo a coisa certa". Segundo o relatório, não basta entregar um produto de qualidade e com bom preço: é preciso oferecer uma boa experiência de compra e impactar a sociedade de maneira positiva.

A pandemia tornou isso ainda mais latente. A forma como o consumidor olha para as marcas mudou: uma pesquisa da Kantar Ibope, de março deste ano, apontou que as pessoas esperam que as marcas "deem exemplo" e que elas sejam "práticas e realistas", ajudando as pessoas no dia a dia.

"A palavra-chave da pandemia é propósito. Temos que acreditar no bem da sociedade, sempre pensando em inspirar a população. Precisamos agir com o nosso propósito de melhorar a vida das pessoas", declara Leonardo Romero, vice-presidente de marketing e marcas da P&G. O executivo foi o entrevistado desta semana do podcast Mídia e Marketing, do UOL (no arquivo acima, este trecho está a partir de 2:33).

Sobre a forma de trabalhar a publicidade durante a crise causada pelo coronavírus, Leonardo reforça que as marcas precisam sempre estar ao lado dos consumidores.

"O único jeito de ter um insight profundo é escutando que a sociedade quer. Não pode ter uma comunicação de "papel de parede. Consumidor agora procura conveniência, no e-commerce ou em lojas mais perto de casa", declara (a partir dos 5:15).

Marcas icônicas

O Brasil é o 3º maior mercado do mundo para a P&G. Como é trabalhar a comunicação de marcas como Gillette, Pantene, Pampers, Always e Vicky? "Precisamos fazer sempre a coisa certa. Temos que liderar pelo exemplo. E, assim como como Gillette, precisamos de um portfólio melhor, mais completo, para todos os bolsos", diz (a partir de 14:48).

Venezuelano, Romero está há mais de 18 anos na P&G —além do Brasil, ele liderou equipes no Chile e no Panamá. "O mercado brasileiro é muito complexo por causa do seu tamanho. Os consumidores são totalmente diferentes e o mercado é muito fragmentado, muito disperso. Por outro lado, temos muito espaço para criar coisas diferenciadas", diz (a partir de 11:03).

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