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Por inflação, Argentina congela preços de 1.245 produtos por 90 dias

11.mai.2021 - O presidente da Argentina, Alberto Fernández, durante coletiva de imprensa em Madri, na Espanha - Gabriel Bouys/Reuters
11.mai.2021 - O presidente da Argentina, Alberto Fernández, durante coletiva de imprensa em Madri, na Espanha Imagem: Gabriel Bouys/Reuters

Do UOL, em São Paulo

14/10/2021 11h08Atualizada em 14/10/2021 18h54

Para controlar a inflação, o governo da Argentina impôs o congelamento de preços de 1.245 produtos de consumo em massa por 90 dias. As informações foram divulgadas pelo jornal Clarín.

O secretário de Comércio, Roberto Feletti, pediu que as empresas enviam as tabelas de preços até 1º de outubro. Os preços permanecerão inalterados aos consumidores até 7 de janeiro. A expectativa do governo é enviar um sinal claro de estabilização de preços.

O "acordo de estabilização de 3 meses" foi apresentado pelo secretário Feletti a 40 empresários na manhã de hoje. Eles representam as principais fábricas de alimentos e outros produtos da cesta básica.

Segundo informações do Clarín, os empresários ficaram surpresos com o pedido. Eles questionaram se o congelamento também será imposto aos fornecedores de insumos.

O pedido do governo antecede a divulgação do índice de preços ao consumidor de setembro na Argentina. As projeções indicam que o aumento para o mês fique acima de 3%, após uma queda de 2,5% em agosto, segundo o Clarín.

A preocupação com a inflação, e principalmente com a alta no preço dos alimentos básicos, voltou a rondar o governo após o ministro da Economia, Martín Guzmán, insistir por meses que a inflação iria cair após o pico alcançado em março (4,6%).

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