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Brasil deve ter 9ª maior taxa de desemprego do mundo em 2022, aponta FMI

Média esperada para o mundo é de 7,7%, disse FMI em relatório - Getty Images/iStockphoto/FG Trade
Média esperada para o mundo é de 7,7%, disse FMI em relatório Imagem: Getty Images/iStockphoto/FG Trade

Anna Satie

Do UOL, em São Paulo

28/04/2022 16h16Atualizada em 28/04/2022 16h23

Projeções do último relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional) mostram o Brasil com a 9° pior desemprego do mundo em 2022.

A lista, estimada pelo órgão e compilada pela agência de classificação de risco Austin Rating, mostra o Brasil com taxa de desemprego de 13,7%, acima da média esperada para o mundo (7,7%), e para países emergentes (8,7%). A Rússia, que está em guerra com a Ucrânia, tem um desempenho melhor no ranking, com 9,3%, na 27ª posição.

No ano passado, o FMI previa que a taxa média de desemprego brasileira deveria ficar na casa dos 13,7% — o dado oficial, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ficou em 13,2%, uma diferença de 0,5 ponto percentual.

A Austin tem uma visão um pouco mais otimista para o desemprego neste ano, estimando uma taxa de 13% —o que colocaria o Brasil na 11ª posição. De acordo com Alex Agostini, economista-chefe da agência, a previsão foi corrigida com base nos últimos boletins Focus, do Banco Central.

Previsão das 10 maiores taxas de desemprego em 2022, de acordo com o FMI:

  1. África do Sul: 35,2%
  2. Sudão: 30,2%
  3. Cisjordânia e Gaza: 25,7%
  4. Armênia: 19,5%
  5. Geórgia: 18,5%
  6. Bósnia e Herzegovina: 15,7%
  7. Macedônia do Norte: 15,7%
  8. Bahamas: 13,9%
  9. Brasil: 13,7%
  10. Costa Rica: 13,4%

Caged divulgado hoje revela saldo positivo, mas salário médio menor

O Brasil abriu 136.189 empregos com carteira assinada em março, no terceiro mês seguido de saldo positivo, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho e Previdência. O número é a diferença entre 1.953.071 contratações e 1.816.882 desligamentos registrados no mês.

O resultado é menos da metade do saldo de fevereiro, quando mais de 329 mil postos foram abertos.

No acumulado do ano até março, o saldo é de 615.173 vagas de trabalho formais abertas. Agora, o total de empregos com carteira assinada no Brasil é de 41.293.528.

Apesar do saldo de vagas positivo, o salário médio de admissão caiu a R$ 1.872,07 — R$ 38,72 a menos que o observado no mês anterior, uma queda de 2,03%.