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Desembolsos do BNDES caem em 2016 e devem ser os menores em 8 anos

Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 20 Out (Reuters) - O crédito concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no ano até setembro caiu 34 por cento ante mesma etapa de 2015, e o acumulado do ano deve ser o menor desde 2008, refletindo a recessão no país e critérios mais rigorosos para liberação de recursos.

De janeiro a setembro, as concessões do banco somaram R$ 62,2 bilhões. Com isso, os financiamentos totais em 2016 devem ficar abaixo de R$ 100 bilhões, o que não acontece desde 2008, quando os desembolsos somaram R$ 90,8 bilhões.

Segundo o superintendente da área de planejamento e pesquisa do banco, Fábio Giambiagi, o fraco desempenho está ligado à crise econômica do país. "Demos um mergulho recessivo profundo da economia e isso repercutiu nos números do banco", disse a jornalistas ao comentar os números nesta quinta-feira.

A média trimestral dos empréstimos do banco tem sido de R$ 7 bilhões, bem abaixo dos cerca de R$ 41 bilhõesdo último trimestre de 2015.

Giambiagi destacou, porém, que o banco está se preparando para uma recuperação da atividade em 2017, que deve estimular a demanda por novos empréstimos. Tanto as aprovações de crédito quanto as consultas das empresas por financiamentos caíram neste ano, 24% e 8%, respectivamente, na comparação com os primeiros nove meses de 2015.

Nova política

O BNDES se prepara para anunciar novas políticas operacionais com novas condições de empréstimos, com foco em infraestrutura, apoio a micro, pequenas e médias empresas e ênfase em empréstimos a juros de mercado, disse o executivo.

O banco ainda aguarda um parecer do Tribunal de Contas da União (TCU), para pagar aportes de R$ 100 bilhões feitos pelo Tesouro Nacional no banco. Serão 3 parcelas, R$ 40 bilhões neste ano, R$ 30 bilhões em 2017 e outros R$ 30 bilhões em 2018.

(Texto de Aluísio Alves; edição de Flavia Bohone)

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