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Governo de May pressiona por aprovação de projeto de lei do Brexit para evitar saída 'caótica' da UE

Por Elizabeth Piper e Kylie MacLellan

LONDRES (Reuters) - O ministro do Brexit, David Davis, pediu nesta quinta-feira ao parlamento britânico que apoie a legislação para cortar os laços políticos, financeiros e legais do Reino Unido com a União Europeia, dizendo que uma oposição ao projeto de lei resultaria em caos.

Em uma sessão tumultuada no parlamento, Davis acusou o opositor Partido Trabalhista de buscar um caminho "cínico e sem princípios" por desafiar o projeto de lei de revogação, ou projeto de lei de saída da UE, concebido para libertar o Reino Unido de mais de 40 anos de legislação do bloco.

Os trabalhistas, por sua vez, disseram que o governo está usando o projeto de lei para se conceder amplos poderes e um "cheque em branco" para se livrar de leis se estas desagradarem aos ministros, ameaçando assim os direitos dos britânicos comuns.

A legislação é um ponto de partida vital para o rompimento do Reino Unido com a UE em março de 2019. Ela tem rendido debates acalorados e deve provocar uma enxurrada de emendas no momento em que a primeira-ministra britânica, Theresa May, enfraquecida pela perda de sua maioria na eleição parlamentar de junho e criticada por Bruxelas devido à sua estratégia para o Brexit, tenta aprová-la no Parlamento.

"Sem esta legislação, uma saída suave e ordeira é impossível... atrasar ou se opor ao projeto de lei será irresponsável ao extremo", disse Davis aos parlamentares, descrevendo o apoio a uma emenda proposta pelos trabalhistas como um "voto a favor de uma saída caótica".

O porta-voz trabalhista do Brexit, Keir Starmer, argumentou que várias cláusulas do projeto de lei equivalem a uma "tomada de poder" de Londres.

Ele disse que a proposta impedirá que o Reino Unido continue no mercado comum e na união aduaneira da UE durante uma fase de transição, como agora seu partido diz que deve acontecer.

"Que estamos deixando a UE é certo, como o fazemos não é. Este projeto de lei nos convida a ceder todo o poder e influência ao governo e aos ministros devido a esta questão. Isso trairia tudo que fomos enviados aqui para fazer", afirmou Starmer.

"A menos que o governo faça uma concessão significativa antes de votarmos na segunda-feira, os trabalhistas colocarão em pauta, e colocaram, uma emenda sensata e votarão contra o projeto de lei".

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