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Goldman Sachs eleva previsão de retorno sobre commodities

16/12/2019 10h51

(Reuters) - O Goldman Sachs elevou nesta segunda-feira suas projeções para o retorno em 12 meses no setor de commodities em 3%, para 6,4%, citando melhores perspectivas para o petróleo após um acordo liderado pela Opep para cortar mais produção, além de preocupações com a oferta no setor agrícola.

Uma "clareza política" após um acordo comercial entre Estados Unidos e China e as eleições britânicas pode impulsionar a demanda por commodities, escreveram analistas do banco em nota.

"No entanto, os problemas do lado da oferta que desincentivaram investimentos na produção de commodities seguem; retornos baixos de empresas, muita dívida e passivos ambientais."

Os governos dos EUA e da China esfriaram sua guerra comercial na semana passada, com uma redução de algumas tarifas norte-americanas em troca do que autoridades do país dizem que será um grande salto nas compras chinesas de produtos agrícolas dos Estados Unidos e outros bens.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson prometeu concluir o "Brexit" até 31 de janeiro e depois negociar um novo acordo comercial com a União Europeia, após ter ganho maioria em eleições na semana passada.

O Goldman projetou retornos de 1,7%, de 4,7% e de 6,4% sobre seu índice S&P GSCI de commodiites em 3 meses, 6 meses e 12 meses, respectivamente. Ao longo do horizonte de 12 meses, o Goldman estimou retornos de 9,1% em energia, de 7,7% para metais preciosos e de 7,9% para o setor pecuário.

Os analistas escreveram que, com foco no curtíssimo prazo, em meio aos cortes de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), deve crescer a tendência de preços spot mais altos que os preços de longo prazo, um fenômeno conhecido como "backwardation".

"Com o foco no curto-prazo, o 'backwardation' aumenta, e os retornos também. Nós estamos elevando nossas projeções para o retorno no petróleo para 15%, de 9,7%, mesmo vendo os preços do petróleo 'andando de lado' em 2020", disse o banco.

O banco já havia antes elevado suas previsões de preço para 2020, citando estoques mais apertados que o esperado após o acordo liderado pela Opep.