DHL pede que empresas ajustem planos de fornecimento por problemas no Mar Vermelho

Por Christoph Steitz e Matthias Inverardi

FRANKFURT/DUESSELDORF (Reuters) - A gigante alemã da logística, DHL Group, está aconselhando clientes a examinarem atentamente a forma como gerenciam seus estoques, diante da crise de segurança em rotas de navios cargueiros no Mar Vermelho.

"Em geral, aconselhamos nossos clientes a examinar cuidadosamente sua estratégia de estoque e, se necessário, ajustá-la", disse a DHL em comentários enviados por email.

O Grupo DHL não opera navios, mas os utiliza para transportar contêineres. A empresa alemã oferece aviões, trens e caminhões para transportar mercadorias globalmente.

O fluxo de contêineres ficou mais complicado porque embarcadores como Maersk e Hapag-Lloyd recentemente desviaram os navios do Mar Vermelho - a rota mais curta da Ásia para a Europa através do Canal de Suez - depois que embarcações começaram a ser atacadas por militantes.

A Hapag-Lloyd e a Maersk viram suas ações dispararem em decorrência do redirecionamento de navios, impulsionadas pelas taxas de frete significativamente mais altas que passaram a cobrar dos clientes como resultado.

"Em nossa opinião, as transportadoras serão as mais beneficiadas, uma vez que o fechamento do Mar Vermelho ocorreu logo antes do Ano Novo Chinês e no meio da temporada de renovação de contratos", disseram os analistas da Stifel.

"Pelo menos, a situação proporcionou uma alavancagem às transportadoras sobre os embarcadores para que elas possam impor taxas de frete mais altas do que seria possível de outra forma."

Nesta segunda-feira, tanto Hapag-Lloyd quanto Maersk disseram que não fizeram acordos com militantes houthis apoiados pelo Irã para evitarem que seus navios sejam atacados no Mar Vermelho, negando uma reportagem em um portal de comércio.

Continua após a publicidade

A Hapag-Lloyd disse que redirecionará seus navios pelo menos até 9 de janeiro.

Veja também

Deixe seu comentário

Só para assinantes