Lula prevê 2024 "primoroso" e diz que economia crescerá mais que do que estimam especialistas

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta quinta-feira uma previsão de que 2024 será um ano "primoroso" para o Brasil e garantiu que a economia brasileira crescerá mais do que tem sido previsto por especialistas.

Em pronunciamento para anunciar o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski como futuro ministro da Justiça, Lula disse que neste ano serão colhidos os frutos do que o governo plantou em 2023, citando o lançamento de políticas públicas feitas no ano passado.

"Eu estou convencido que nós vamos ter um outro ano primoroso neste país", disse o presidente, acrescentando estar "muito feliz" com o primeiro ano de seu terceiro mandato na Presidência, encerrado em 31 de dezembro.

"A economia vai crescer mais do que os especialistas estão dizendo. Vai crescer porque as coisas estão acontecendo", disse.

De acordo com a pesquisa Focus, realizada pelo Banco Central junto a agentes do mercado financeiro, a expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano é de 1,59%. Já a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda estima um crescimento de 2,2% do PIB em 2024.

Os dados do crescimento da economia em 2023 ainda não foram divulgados. A expectativa apontada pelo Focus é de um crescimento de 2,92%, ao passo que a SPE vê uma expansão de 3% e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estimou no mês passado que o crescimento no primeiro ano do terceiro mandato de Lula superará os 3%.

O crescimento do PIB nos três primeiros trimestres de 2023 superou as estimativas do mercado e de entidades como o Fundo Monetário Internacional, feitas no início do ano passado.

Os dados sobre o PIB do quarto trimestre de 2023 e do acumulado do ano passado serão divulgados no dia 1º de março.

Lula afirmou ainda que os recursos investidos pelo governo no ano passado, assim como as políticas públicas anunciadas em 2023, "ainda não chegaram na ponta".

Continua após a publicidade

(Reportagem de Ricardo Brito)

Veja também

Deixe seu comentário

Só para assinantes