Lula diz que visitará Egito e Etiópia em fevereiro

(Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que visitará o Egito e a Etiópia no mês que vem, ao mesmo tempo que reiterou que pretende concentrar sua agenda de viagens em 2024 dentro do Brasil.

Em discurso durante cerimônia para formalizar a implantação do Parque Tecnológico Aeroespacial da Bahia, Lula afirmou que não poderá aproveitar o Carnaval baiano por conta de sua viagem internacional à África.

"Virei para a Bahia muitas vezes. Não posso vir no Carnaval, porque no Carnaval eu vou trabalhar, alguém precisa trabalhar no Brasil. Eu vou ter que fazer uma viagem dia 13 (de fevereiro) à noite, porque eu vou para o Egito e do Egito eu vou para a Etiópia participar do Congresso da União Africana", disse Lula.

"O Brasil precisa de uma vez por todas começar a retribuir a dívida histórica que nós temos com o povo africano. Como o Brasil é um país pobre que não pode pagar a sua dívida em dinheiro, a gente paga em transferência de conhecimento, em transferência de políticas públicas bem-sucedidas, em transferência de tecnologia", afirmou.

Em seu discurso, Lula criticou o governo de seu antecessor Jair Bolsonaro, que classificou como "praga de gafanhoto", e afirmou que, se algumas pessoas não gostassem de retrocessos, o Brasil poderia estar consolidado como quinta maior economia do mundo.

O presidente criticou especificamente "o que fizeram com a nossa Petrobras" e voltou a classificar a privatização da Eletrobras, realizada na gestão Bolsonaro, de "escárnio".

"A privatização da Eletrobras as pessoas não gostam que se fale, mas foi um escárnio nesse país que se fez num setor estratégico como o setor de energia", afirmou Lula, que se disse "indignado".

Em resposta à privatização da Eletrobras, o governo Lula ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para elevar seu poder de voto em decisões da empresa. No fim do ano passado, o ministro do STF Kassio Nunes Marques encaminhou o processo para uma câmara de arbitragem.

(Por Letícia Fucuchima e Eduardo Simões, em São Paulo)

Veja também

Deixe seu comentário

Só para assinantes