Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem para nível mais baixo desde setembro de 2022

WASHINGTON (Reuters) - O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada para o nível mais baixo desde o final de 2022, sugerindo que o crescimento do emprego provavelmente permaneceu sólido em janeiro.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego estaduais caíram em 16 mil para 187 mil ajustados sazonalmente na semana encerrada em 13 de janeiro, o nível mais baixo desde setembro de 2022, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Economistas consultados pela Reuters previam 207 mil pedidos para a última semana.

Os dados de pedidos de auxílio tendem a ser voláteis na virada do ano. O mercado de trabalho está arrefecendo gradualmente, com os empregadores geralmente relutantes em demitir trabalhadores após as dificuldades de encontrar mão de obra durante e após a pandemia da Covid-19.

O relatório do Livro Bege do Fed, de quarta-feira, mostrou que "quase todos os distritos citaram um ou mais sinais de arrefecimento do mercado de trabalho", incluindo um maior número de candidatos, taxas de rotatividade mais baixas e diminuição das pressões salariais.

Mas ainda há bolsões de escassez de trabalhadores, com o relatório também mostrando que "dois distritos continuaram a observar um mercado de trabalho apertado, e vários descreveram desafios de contratação para empresas que buscam habilidades especializadas".

Os dados de pedidos de auxílio podem levar os mercados financeiros a reduzir ainda mais as apostas de um corte na taxa de juros em março.

O relatório veio na esteira do forte crescimento das vendas no varejo em dezembro, bem como dos comentários do diretor do Fed Christopher Waller na terça-feira de que a economia estava "indo bem", o que, segundo ele, estava dando ao banco central dos EUA "a flexibilidade para agir com cuidado e método" na política monetária.

O Fed aumentou sua taxa de juros em 5,25 pontos percentuais, para a faixa atual de 5,25% a 5,50%, desde março de 2022.

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(Por Lucia Mutikani)

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