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Relatório de inflação e fala de Ilan fazem juro de curto prazo subir

O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) e o discurso do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, provocaram um forte ajuste no mercado futuro de juros, levando a um achatamento da curva dos DIs. A sinalização do BC de que vai buscar o centro da meta em 2017 fez o mercado postergar as apostas para o corte da taxa Selic neste ano, vendo menor espaço para uma flexibilização da política monetária no curto prazo. Isso permitiu a queda dos prêmios de risco nas taxas de longo prazo.

O discurso considerado mais "hawkish" (com tendência ao aperto monetário) do presidente do BC levou a inclinação da curva, uma medida de risco dada diferença entre o DI para janeiro de 2021 e DI para janeiro de 2017, a alcançar o mínima histórica de 1,735 ponto. Quanto menor essa diferença, menor é o prêmio de risco refletido na curva.

Ao comentar o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), o presidente do BC destacou que a meta de 4,5% em 2017 é o objetivo da autoridade monetária e descartou a possibilidade de adoção de patamar ajustado.

Apesar da melhora da projeção de inflação para 2017, que está em 4,7% no cenário de referência do BC, a autoridade monetária destacou que as expectativas de mercado seguem acima da meta e que a continuidade dos avanços depende, entre outras fatores, da política fiscal. Isso levou o mercado a adiar as apostas para o início do corte de juros para outubro ou novembro, reduzindo a probabilidade de isso ocorrer em agosto, como refletia a curva de juros até ontem.

O DI para janeiro de 2017 subiu de 13,65% para 13,835% no encerramento do pregão regular, enquanto o DI para janeiro de 2018 avançou de 12,53% para 12,68%. Já o DI para janeiro de 2021 caiu de 12,23% para 12,10%. O mercado de juros teve o maior volume negociado desde 2 de março, quando foram operados 2.040.658 contratos.

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