Venda de residências novas encolhe 20% no ano em São Paulo

(Atualizada às 11h16) A venda de imóveis residenciais novos caiu 19,7% na cidade de São Paulo em 2016, na comparação anual, para 16 mil unidades, de acordo com a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP (PMI).


A queda ficou em linha com a última estimativa do Secovi-SP e indica que 2016 foi pior ano da série histórica em número de unidades comercializadas.


O volume vendido foi 43,6% abaixo da média anual do intervalo de 2004 a 2015, de 28,7 mil unidades. Para efeito de comparação, desde 2015, o desempenho anual está inferior ao de 2004, quando foram definidos marcos regulatórios do setor, como o patrimônio de afetação.


O Valor Geral de Vendas (VGV) comercializado caiu 18%, para R$ 8,6 bilhões. A comparação considera dados atualizados pelo INCC-DI de dezembro de 2016.


Em nota, o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, informa que o mercado imobiliário poderá crescer de 5% a 10% neste ano, devido às reduções da inflação e da taxa de juros, além da retomada de investimentos e da geração de emprego e renda.


Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), divulgados pelo Secovi-SP, apontam que os lançamentos residenciais realizados em 2016, na cidade de São Paulo, encolheram 23,3% para 17,6 mil unidades. O volume lançado também é inferior ao de 2004.


Em nota, o Secovi-SP ressalta que foi o segundo ano consecutivo de forte queda nos lançamentos. Em 2015, a redução havia sido de 32,4%.


No fim de 2016, havia oferta de 24.130 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo, o que significa que é preciso 19 meses para consumir a totalidade dos imóveis.


Os destaques em vendas e lançamentos foram unidades de dois dormitórios, com preço de R$ 225 mil a R$ 500 mil.


Na região metropolitana de São Paulo ? composta por 39 cidades, incluindo a capital ?, houve queda de 24% nas vendas, para 25,2 mil unidades e retração de 30% nos lançamentos, para 26,8 mil unidades.


Retomada


Petrucci espera reação do mercado imobiliário em 2017. "Nossa expectativa é que preços sejam retomados a partir deste ano", afirma. De acordo com ele, o "fundo do poço" do setor foi registrado em 2016.


O economista acredita que parte da demanda reprimida vai movimentar preços dos imóveis nos próximos anos. Essa demanda resultaria da formação de novas famílias combinada com a postergação da decisão de compra.


Projeções


O presidente do Secovi-SP, Flávio Amary, afirmou que a expectativa de retomada do mercado imobiliário em 2017 é muito positiva. Isso se baseia na queda da taxa de juros e da inflação, além da melhora dos índices de confiança do consumidor.


O sindicato projeta crescimento de 5% a 10% no mercado, mas até junho ou julho pode revisar a projeção para cima.


O momento é de estabilidade de preços de imóveis, de acordo com Amary, e positivo para quem vai comprar uma unidade. "Quem antecipa a compra toma uma boa decisão", diz Amary.


Em relação à questão dos distratos, o presidente do Secovi-SP defende que acordo de compra e venda de imóvel seja irrevogável e que não se discuta mais o percentual a ser retido pelas incorporadoras quando ocorre uma rescisão. "Se o distrato valer, que seja para o comprador e o vendedor", diz Amary.

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