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Ambiente externo permanece incerto e requer atenção, diz BC

O ambiente externo "permanece incerto e demanda atenção" para o sistema nacional financeiro, embora fatores externos não têm provocado consequências relevantes para a estabilidade financeira no Brasil. A avaliação consta do Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do segundo semestre de 2016, publicado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC).


"As taxas de juros em dólar dos títulos soberanos brasileiros declinaram, refletindo a redução do risco soberano brasileiro", afirmou o documento.


O relatório destacou ainda que o BC permanece atento ao cenário internacional. Entre os riscos, estão a possibilidade de o banco central americano (Federal Reserve, o Fed) acelerar o ritmo de elevação das taxas de juros de curto prazo (Fed funds) e de os Estados Unidos adotarem medidas protecionistas que aumentem a aversão ao risco nos mercados financeiros globais ou reduzam a corrente de comércio internacional.


Segundo o relatório, apesar do cenário econômico desafiador, a percepção do mercado é que houve redução significativa na probabilidade de ocorrência de um evento de alto impacto no sistema financeiro tanto no curto (próximos 12 meses) quanto no médio prazo (entre um e três anos à frente).


"Pesquisa conduzida pelo BCB demonstra que a inadimplência é o principal fator de risco à estabilidade financeira, na percepção dos executivos responsáveis pelo gerenciamento estratégico de riscos das instituições financeiras", apontou o documento.


Incertezas políticas, ressaltadas em 2015, perderam força em 2016, mas ainda são citadas por aproximadamente metade das instituições. "Problemas fiscais, sequer citados em 2012, vêm adquirindo importância desde 2013 e se tornaram relevantes em dezembro de 2016. Comentários espontâneos associam esse risco à possibilidade de entes subnacionais tornarem-se inadimplentes", ressaltou o relatório, observando que o índice de confiança no sistema financeiro aumentou consideravelmente ao longo de 2016, aproximando-se dos índices observados em 2012.


"As instituições consideram que o sistema dispõe de mecanismos adequados para lidar com eventos de crise severa, e os instrumentos à disposição do BCB para antecipar-se a esses obstáculos ou mitigá-los são classificados como satisfatórios", informou.


Na avaliação do Banco Central, nesse contexto, no horizonte próximo não se vislumbra risco associado ao crescimento excessivo ou generalizado do crédito.


"O crédito amplo apresentou crescimento nominal negativo, e a relação crédito/PIB passou a crescer menos do que sua tendência de longo prazo. Em complemento, há uma tendência de monetização das carteiras de crédito com potencial redução da intermediação financeira", ressaltou o relatório, informando ainda que as perspectivas de curto prazo são de que o crescimento das operações de crédito permaneça no campo negativo, principalmente pelo processo de redução no endividamento das empresas. Além disso, o sistema apresenta elevada margem de capital econômico, suficiente para a absorção de perdas no horizonte avaliado.

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