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Em um ano, Brasil mudou mais que em décadas, avalia Meirelles

Em evento de comemoração ao primeiro ano do governo Michel Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira que, por meio da combinação de uma gestão transparente e de reformas estruturais, o governo conseguiu restabelecer a confiança na economia. Segundo ele, em um ano, "o país mudou mais que em décadas".


Meirelles voltou a afirmar que uma das primeiras medidas da equipe econômica foi revelar o tamanho do rombo fiscal, fixando uma meta de déficit primário de R$ 170 bilhões para 2016, e conseguiu entregar um resultado R$ 16 bilhões abaixo disso. "Foi um ano de muito trabalho, mas os resultados estão aí", disse Meirelles.


O ministro considerou ainda que o Brasil vive um momento de profunda transformação. Meirelles destacou que o novo governo encontrou um país que viveu a maior recessão de sua história, pior que a dos anos 1930, com queda do Produto Interno Bruto (PIB) e elevação do desemprego. Ele enfatizou, porém, que esse momento ficou para trás. "O Brasil já voltou a crescer. Ainda estamos ainda vivendo os efeitos da recessão, o desemprego está elevadíssimo, mas começará a cair a partir do segundo semestre", disse.


Meirelles reiterou que os dados da economia mostram recuperação, com retomada da confiança dos empresários e consumidores, e citou dados positivos em áreas como produção de aço e licenciamento de automóveis. O ministro destacou ainda que a inflação já está abaixo da meta de 4,5% ao ano. "Temos um país que cada vez mais começa a trabalhar, volta ao normal e a produzir", disse.


O ministro lembrou ainda que o governo conseguiu aprovar a instituição de um teto para o crescimento dos gastos públicos, o que concedeu previsibilidade para as contas públicas brasileiras. E destacou ainda que o risco Brasil caiu de cerca de 500 pontos para pouco mais de 200 pontos, mostrando que o custo de financiamento do país diminuiu.


Outros sinais de melhora na economia, na avaliação do ministro, é o fato de agências de classificação de risco já considerarem a hipótese de melhorar a nota de crédito do Brasil e a subida da Bolsa de Valores. "Tudo isso está dando a base para a economia voltar a crescer", disse o ministro, reiterando que o governo está enfrentando questões estruturais.


Do ponto de vista microeconômico, disse Meirelles, o país enfrenta a questão da produtividade da economia. Entre as medidas estão a desburocratização da economia e a redução no tempo de abertura e fechamento de empresas, além do barateamento do crédito. "Isso vai levar ao aumento de salário e renda", afirmou. Em São Paulo, citou o ministro, o tempo de abertura e fechamento de empresas é de 101 dias. Esse período deve cair para sete dias e depois para três. "É uma mudança importante que se refletirá em diversas áreas", afirmou.


"Se olharmos medidas referentes a pagamento de impostos, deve cair para um quarto o tempo que se gasta para pagar impostos no Brasil", notou, afirmando que o país tem condições para atingir novas taxas de crescimento econômico e até mesmo superar a média histórica. "É uma conquista extraordinária", disse. "O Brasil está mudando mais em um ano do que em décadas."

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