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Dólar sobe 0,92% nesta sexta e real lidera perdas globais no mês

O dólar acelerou os ganhos perto do fechamento do mercado interbancário, com investidores correndo para a segurança da moeda por receios de que novas notícias surjam no fim de semana e abalem o cenário para aprovação da agenda de reformas.O dólar comercial subiu 0,92% nesta sexta-feira, para R$ 3,2946. Na semana, a moeda ganhou 1,25%. A apreciação é de 1,80% em junho e de 1,35% em 2017.


O real é a moeda de pior desempenho no mês e no ano, considerando uma lista de 33 pares do dólar.


No TSE, a expectativa é que os ministros finalizem o julgamento e absolvam a chapa Dilma/Temer ainda hoje. Mas riscos de delações de ex-membros do governo e a ansiedade pela decisão do PSDB se fica ou não na base aliada levaram investidores a buscar proteção no dólar.


Além disso, operadores comentaram que o reforço no "game" da renda fixa também impulsionou a demanda pela moeda americana nesta sexta-feira. Isso porque agentes de mercado ampliaram posições aplicadas em juros, ficando mais expostos aos riscos de um novo revés na política. "O pessoal aplicou em juros e tomou dólar para fazer o 'hedge'", diz o profissional de uma gestora.


Com a alta de hoje, o dólar testou o limite superior da banda em que tem operado desde meados de maio (R$ 3,25-R$ 3,30). Mas, de forma geral, analistas dizem que os desdobramentos tanto do lado político quanto econômico ainda não oferecem direção clara para o câmbio. Essa leitura explicaria o fato de a cotação seguir respeitando esse intervalo.


Um bom termômetro da falta de palpite dos investidores é o volume de negócios. Em média, o giro de contratos no mercado futuro de câmbio da B3 nesta semana caminha para ser o mais baixo em quatro meses.


De um lado, a crise política mudou o câmbio de patamar (a moeda oscilava em torno de R$ 3,10 antes das notícias comprometendo o presidente Michel Temer), mas fluxos comerciais, menor alta do risco-país, atuações do Banco Central e o comportamento benigno das moedas emergentes têm evitado depreciação mais intensa do real.


Por esses motivos, o Bradesco ajustou suas projeções para o dólar apenas modestamente. O banco espera agora que a moeda americana feche este ano a R$ 3,20 (R$ 3,10 anteriormente).


Com isso, o Bradesco estima alta de 4,68% do dólar em relação à mínima deste ano (R$ 3,057 no fechamento de 23 de fevereiro) e valorização de 2,19% sobre a taxa de R$ 3,1313 do dia 17 de maio (antes da mais recente crise política).Mas frente ao encerramento de 2016 a estimativa do Bradesco ainda embute queda de 1,56% do dólar ante o real em 2017.

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