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FGV: Crise política faz disparar indicador de incerteza da economia

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), disparou em junho por causa da crise política. A elevação foi de 14,4 pontos ante maio, para 142,5 pontos. Níveis tão altos nesse indicador foram registrados apenas no pré-impeachment de Dilma Rousseff, no ano passado, e no rebaixamento da nota de crédito do Brasil, em agosto de 2015.


"A elevação de incerteza da economia em junho reflete a crise política deflagrada pela divulgação da gravação de conversa do presidente Michel Temer com o empresário Joesley Batista. Como intensificadores, destacam-se o julgamento da chapa Dilma-Temer e as indefinições sobre o futuro político e, consequentemente, econômico do país. Todos esses fatores fazem com que voltemos ao mesmo nível de incerteza vividos no período pré-impeachment da presidente Dilma Rousseff. Por fim, a denúncia do procurador da República, Rodrigo Janot, deve estender, pelo menos por mais algumas semanas, o período de incerteza muito elevada", afirma, em nota, o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV-Ibre.


O aumento do IIE-Br em junho ocorreu nos componentes Mídia e Expectativa. O componente que mais influenciou o aumento foi o IIE-Br Mídia, com alta de 14,8 pontos e contribuição de 13,1 pontos para a evolução do IIE-Br no mês. Já o IIE-Br Expectativa aumentou 11,3 pontos, contribuindo com 2,8 pontos para o crescimento do indicador agregado de incerteza. O IIE-Br Mercado foi o único componente a apresentar queda, de 12,1, e impacto negativo de 1,5 ponto no IIE-Br.

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