IGP-10 cai 0,84% em julho, quarta deflação seguida

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) aprofundou a deflação em julho, ao cair 0,84%, após recuo de 0,62% em junho, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). É a quarta taxa negativa do índice, que em abril caiu 0,76%, e em maio recuou 1,10%. Neste mês, houve queda tanto nos preços ao produtor quanto ao consumidor, enquanto a alta do custo da construção civil desacelerou.


Com o resultado, o IGP-10 acumula queda de 2,25% no ano e recuo de 1,79% em 12 meses.


O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,32% em julho, mais que a queda de 1,17% em junho. O IPA de produtos agropecuários saiu de queda de 1,15% para recuo de 2,52%, enquanto o de produtos industriais saiu de baixa de 1,18% para recuo de 0,90% no período. Óleo diesel, mandioca, minério de ferro, batata e milho puxaram o IPA para baixo. A queda foi amenizada pela soja, tomate, celulose, óleo de soja bruto e óleos combustíveis.


No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) saiu de alta de 0,21% para queda de 0,17% entre junho e julho, com seis de suas oito classes de despesa registrando taxas menores. O destaque foi Habitação (0,83% para -0,16%), em que pesou a queda da conta de luz, de +4,76% para -2,79%.


Também cederam Transportes (-0,11% para -0,58%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,69% para 0,27%), Alimentação (-0,44% para -0,48%), Despesas Diversas (0,48% para 0,23%) e Vestuário (0,48% para 0,37%), por conta de gasolina (-0,70% para -2,54%), medicamentos em geral (0,49% para -0,23%), laticínios (0,40% para -0,49%), tarifa postal (7,90% para 0,00%) e roupas femininas (0,52% para 0,04%), respectivamente.


Em contrapartida, subiram Educação, Leitura e Recreação (0,20% para 0,31%) e Comunicação (0,01% para 0,05%). Nestas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: show musical (0,27% para 1,11%) e pacotes de telefonia fixa e internet (-0,49% para 0,05%), respectivamente.


Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou a alta de 0,92% para 0,62%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços saiu de queda de 0,09% para alta de 0,10%, mas o custo da Mão de Obra desacelerou a 1,04%, de 1,76%.

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